Lucro do Citigroup cai, afetado por acordo de US$7 bi

segunda-feira, 14 de julho de 2014 15:21 BRT
 

(Reuters) - O Citigroup disse nesta segunda-feira que os lucros trimestrais caíram 96 por cento, em grande parte atingidos por um acordo legal de 7 bilhões de dólares, mas também por resultados em queda na maior parte de seus negócios.

Houve pontos positivos, no entanto, incluindo resultados melhores que o esperado para negociação de ações e bônus, que ajudaram o banco a registrar um lucro ajustado acima das expectativas de analistas. Às 14h50, as ações do Citigroup subiam 3,1 por cento.

Embora os resultados da área de negociações tenham superado as estimativas, a receita com negociação de ações e títulos diminuiu. E o lucro do principal negócio do Citigroup, conhecido como Citicorp, caiu 23 por cento no segundo trimestre, com a receita recuando 8 por cento e as despesas aumentando 4 por cento.

Os resultados ressaltaram quanto trabalho o presidente-executivo Michael Corbat ainda tem pela frente para arrumar a casa do terceiro maior banco dos Estados Unidos, que tem lutado para conter seus custos há mais de uma década.

O lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários foi de 80 milhões de dólares, ou 0,03 dólar por ação, em comparação com 4,09 bilhões de dólares, ou 1,34 dólar por ação, no mesmo trimestre do ano passado.

Excluindo o impacto do acordo com o governo dos EUA de 7 bilhões de dólares, bem como ajustes contábeis para refletir a mudança no valor de mercado da dívida do banco, o Citi teve lucro de 1,24 dólar por ação. Analistas esperavam, em média, 1,05 dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

O acordo do banco com o governo dos EUA sobre a venda de ativos mobiliários lastreados em hipotecas de má qualidade resultou em um encargo de 3,8 bilhões de dólares, antes de impostos.

Entre os pontos positivos dos resultados, a receita de ações e títulos caiu menos do que a empresa esperava. A queda foi de 15 por cento, excluindo um ajuste contábil. O vice-presidente financeiro John Gerspach havia previsto um declínio de cerca de 20 a 25 por cento em maio.

Em uma teleconferência com repórteres, Gerspach atribuiu o desempenho melhor que o esperado ao alívio das tensões na Rússia e na Ucrânia durante a última parte do trimestre.

(Por Tanya Agrawal e David Henry)