Exportação de petróleo sustentará pequeno superávit comercial do país, prevê AEB

terça-feira, 15 de julho de 2014 13:39 BRT
 

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - Um salto esperado de quase 40 por cento nos embarques de petróleo do Brasil em 2014, na comparação com o ano passado, ainda deverá garantir um pequeno superávit da balança comercial do país neste ano, previu nesta terça-feira a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que reduziu fortemente suas expectativas.

A AEB revisou para baixo suas estimativas em meio à crise econômica na Argentina, que impactou nas previsões de exportações do Brasil ao país vizinho, atingindo o saldo comercial brasileiro, que agora deverá ficar em 635 milhões de dólares, ante projeção de um superávit de 7,22 bilhões de dólares elaborada em dezembro do ano passado.

A atual previsão de superávit do país representa uma queda de 75,2 por cento em relação a saldo comercial de 2013, em função de uma expectativa de queda nas exportações de plataformas do petróleo e vendas de produtos para a Argentina, especialmente no setor automobilístico.

As exportações totais do Brasil em 2014 foram estimadas em 228,24 bilhões de dólares, queda de 5,8 por cento ante 2013, contra expectativa de exportação de 239 bilhões na projeção anterior.

As importações foram previstas em 227,6 bilhões de dólares, queda de 5 por cento ante o ano passado, e também abaixo da projeção da AEB feita em dezembro, de 231,8 bilhões de dólares.

"É um superávit 'negativo', ele é obtido por quedas nas exportações e importações, este ano temos uma queda nas exportações maior do que (a queda) projetada nas importações", afirmou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à Reuters.

Esse superávit, entretanto, fia-se na expectativa de um aumento da produção da Petrobras, que deve avançar no segundo semestre, conforme previsão da empresa. Além disso, outras petroleiras que atuam no país estão expandindo a produção, disse Castro.

A queda na exportação total do país deste ano ante 2013 ocorrerá especialmente por uma redução nas vendas de plataformas da Petrobras. "Quem exporta é um estaleiro para a Petrobras no exterior, e essa subsidiária aluga a plataforma para a Petrobras no Brasil. Quando sai é uma exportação, quando volta é contratação de um serviço", afirmou o presidente da AEB.   Continuação...