Yellen diz que recuperação dos EUA está incompleta e defende política monetária frouxa

terça-feira, 15 de julho de 2014 13:57 BRT
 

Por Howard Schneider e Michael Flaherty

WASHINGTON (Reuters) - A recuperação econômica dos Estados Unidos continua incompleta, com o mercado de trabalho ainda abalado e salários estagnados justificando a política monetária frouxa no horizonte relevante, afirmou a chair do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen, nesta terça-feira.

Em forte defesa da atual postura do banco central, Yellen afirmou que sinais iniciais de aceleração da inflação não são suficientes para o Fed acelerar seus planos de elevar a taxa de juros, medida atualmente esperada para meados do próximo ano.

Isso poderia mudar, com a taxa de juros subindo mais cedo e mais rápido, se dados mostrarem o mercado de trabalho melhorando com mais velocidade do que o esperado, disse ela. Mas como está, "embora a economia continue melhorando, a recuperação ainda não está completa", disse Yellen em depoimento semestral diante do Comitê Bancário do Senado, repetindo seu foco na lenta participação da força de trabalho e fraco crescimento do salário como importantes para qualquer conclusão sobre a saúde da economia. "Muitos norte-americanos continuam desempregados", disse Yellen.

As bolsas norte-americanas recuavam nesta sessão, reagindo às declarações de Yellen e ao relatório de política monetária do Fed, com as ações de biotecnologia e de mídia social particularmente afetadas depois de terem sido destacadas no documento por seus preços "esticados".

"Estes são os subsetores que têm levado vários observadores a coçarem suas cabeças. Essas empresas têm relativamente pouco lucro, especialmente na área de biotecnologia", disse Kim Forrest analista sênior de pesquisa de ações da Fort Pitt Capital Group.

"Espero que ela (Yellen) não esteja surpresa com o que o mercado está fazendo. Eu diria que ela gostaria de esvaziar estas bolhas com um pouco de conversa."

Em geral, no entanto, o relatório diz que os preços atuais dos ativos permanecem em linha com "padrões históricos."

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