Usina nuclear no Japão obtém aprovação preliminar em segurança

quarta-feira, 16 de julho de 2014 09:21 BRT
 

Por Mari Saito e Kentaro Hamada

TÓQUIO (Reuters) - Uma usina nuclear no sul do Japão superou um obstáculo inicial em sua segurança nesta quarta-feira, podendo tornar-se a primeira instalação nuclear do país a recomeçar as atividades sob novas e mais rígidas regulamentações de segurança, após o setor ter sido desligado por conta do desastre de Fukushima em 2011.

Com o Japão em seu primeiro verão sem energia nuclear em quatro décadas, o primeiro-ministro Shinzo Abe está buscando religar o setor nuclear, à medida que um prolongado desligamento força o país a depender de custosas importações de combustíveis fósseis.

A Autoridade de Regulamentação Nuclear (ARN) do país deu aprovação preliminar de segurança para a usina de Sendai, da Kyushu Electric, aceitando seu design melhorado e novos recursos de segurança. Os novos padrões envolvem salvaguardas contra desastres naturais, como terremotos e tsunamis, e também contra severos acidentes nucleares.

A unidade pode ser religada entre setembro ou novembro, se conquistar aprovação das comunidades locais.

"Esse é um passo adiante. Após termos conseguido a decisão de segurança, gostaríamos de avançar para o religamento com a compreensão das (comunidades) locais”, disse Abe durante visita ao norte do Japão nesta quarta-feira, de acordo com a agência de notícias Jiji.

Os reatores do Japão foram gradualmente desativamos, sendo que o último foi fechado no ano passado, após um grande terremoto e um tsunami terem destruído a usina de Fukushima Daiichi em março de 2011, ocasionando o pior desastre nuclear no mundo desde Chernobyl, em 1986.

O desastre de Fukushima abalou a confiança pública na energia atômica e expôs as ligações íntimas entre uma poderosa indústria nuclear e um órgão regulador que era fiscalizado por um braço do governo que promovia essa fonte de energia.

A ARN, regulador independente estabelecido em 2012, tem vetado as tentativas de retomada de atividades de usinas nucleares há mais de um ano.   Continuação...