Airbus e Boeing fecham quase US$100 bi em negócios em feira de aviação

quarta-feira, 16 de julho de 2014 14:17 BRT
 

FARNBOROUGH Inglaterra (Reuters) - A Airbus e a Boeing chegaram perto da marca de 100 bilhões de dólares em negócios acertados na feira Farnborough Airshow nesta quarta-feira, demonstrando a demanda saudável por novos jatos de passageiros, apesar das preocupações levantadas por suas carteiras de pedidos já com tamanho recorde.

Alertas recentes de lucros da Lufthansa e Air France-KLM alimentaram temores de uma desaceleração acentuada na demanda por novas aeronaves ou até cancelamentos.

Na quarta-feira, no entanto, a companhia aérea Qatar Airways finalizou uma encomenda de 19 de bilhões de dólares por 50 aviões Boeing 777-9 X, com opções de compra de mais 50, potencialmente dobrando o tamanho do negócio.

A canadense Bombardier também alcançou a marca de 500 pedidos para o seu modelo turboélice Q400 e para o seu avião CSeries depois de ter anunciado três contratos envolvendo 20 aeronaves nesta quarta-feira.

Empresas de leasing de aeronaves também marcaram forte presença, dominando os pedidos na maior feira de aviação do mundo nesta semana, ao apostarem em anos de crescimento nos mercados emergentes do Oriente Médio e da Ásia.

Refletindo a enxurrada de atividades nos três primeiros dias da feira, o evento que ocorre a cada dois anos já superou a edição de 2012, que viu 72 bilhões de dólares em encomendas e compromissos. Na Airshow de Paris, no ano passado, cifra atingiu 135 bilhões de dólares.

Os negócios abrangem desde cartas de intenção provisórias de a pedidos firmes, e podem incluir o anúncio de transações que já foram listadas nas carteiras de pedidos para compradores não identificados.

A Airbus já fechou cerca de 60 bilhões de dólares em encomendas e compromissos na feira, com destaque para o lançamento nesta semana do jato de corredor duplo A330neo -- uma versão de menor consumo de combustível do popular A330.

A Boeing liderou a corrida por pedidos antes do evento, com 649 encomendas líquidas até 8 de julho contra 290 da Airbus.

(Por Tim Hepher e Victoria Bryan)