Com dados ruins, governo vê menos abertura de vagas formais em 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014 16:13 BRT
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou abertura de 25.363 vagas formais de trabalho no mês passado, no pior resultado para meses de junho desde 1998, e que levou o governo a reduzir fortemente sua previsão de geração de postos neste ano.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e ficaram muito aquém do esperado, com elevadas demissões no mês passado de trabalhadores nos setores da indústria, construção civil e no comércio.

Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 82 mil vagas em junho.

Em maio, haviam sido criados 58.836 postos com carteira assinada, sem ajustes. O resultado do mês passado foi o pior para junho desde 1998, quando haviam sido abertos 18.097 postos, sem ajustes.

Diante desse cenário, o ministério reduziu para 1 milhão a previsão de geração líquida de emprego para este ano, abaixo da projeção anterior de contratação entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de pessoas em 2014.

Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, essa mudança veio em função dos resultados vistos até agora.

O mercado de trabalho --uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição neste ano-- tem mostrado sinais de deterioração diante da economia fraca, sem sinal de crescimento consistente e com a confiança dos agentes econômicos em baixa.

No acumulado do primeiro semestre deste ano, segundo o Caged, o mercado formal de trabalho registrou a contratação líquida de 493.118 pessoas, sem ajuste.   Continuação...