Seguro por queda de jato da Malaysia Airlines pode ser complexo e demorado

sexta-feira, 18 de julho de 2014 10:41 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - O seguro do avião malaio de passageiros derrubado na Ucrânia deve ser pago relativamente rápido se a causa da queda for determinada, mas observadores dizem que acertar o pagamento do prêmio do seguro pela perda de 298 vidas e outras obrigações pode ser complexo e demorado.

A Malaysia Airlines disse que o voo MH-17 desapareceu às 11h15 (horário de Brasília) conforme voava sobre o leste da Ucrânia em direção à fronteira russa, em trajeto para a Ásia. Os dados de rastreamento de voo indicaram que o voo estavam a uma altitude de 33 mil pés quando perdeu contato com controladores de tráfego aéreo, aparentemente atingido por um míssil.

Provavelmente será relativamente fácil para investigadores determinarem se o avião foi atingido por um míssil ou se explodiu por alguma outra razão, disse Roberth Cohn, advogado do setor de aviação e sócio da Hogan Lovells em Washington, D.C.

"Então, a questão interessante é quem será buscado como malfeitor?", disse ele. "Você vai processar um rebelde?".

A Ucrânia acusou "terroristas" -- militantes lutando para unir o leste da Ucrânia à Rússia -- de derrubar o Boeing 777 com um míssil terra-ar SA-11 da era soviética, enquanto o jato voava de Amsterdã para Kuala Lumpur.

Líderes dos rebeldes pró-Rússia da República Popular de Donetsk negaram qualquer envolvimento, apesar de que seu comandante militar disse, por volta do mesmo horário, que suas forças haviam abatido um avião ucraniano de transporte.

Quais seguradoras serão acionadas pelas perdas, que são normalmente divididas entre um grande número de firmas, depende da determinação de que a catástrofe tenha sido causada, ou não, por um ato hostil.

A AGCS, uma divisão da alemã Allianz, é a seguradora principal cobrindo a aeronave, que a corretora de seguros londrina Aon avaliou em cerca de 97,3 milhões de dólares. A AGCS também é a principal resseguradora de passivos da Malaysia Airlines, disse a companhia em um comunicado.

(Por Alwyn Scott)