China diz que terá papel comercial "enorme" na reconstrução do Afeganistão

segunda-feira, 21 de julho de 2014 11:33 BRT
 

Por Michael Martina

PEQUIM (Reuters) - A China não pretende preencher um vazio deixado no Afeganistão com a retirada de tropas dos Estados Unidos, mas terá um “enorme” papel comercial em ajudar a reconstruir o país, disse o novo enviado especial chinês nesta segunda-feira.

A China, que está conectada ao Afeganistão por um estreito e quase intransponível corredor, tem discretamente se preparado para assumir mais responsabilidades no país depois que a maior parte das tropas lideradas pelos EUA se retirarem até o fim deste ano.

A China deve emergir, segundo observadores ocidentais, como uma parte estratégia no Afeganistão, mas Sun Yuxi, que foi apontado como representante especial para o país na sexta-feira, disse que o envolvimento da China permaneceria amplamente comercial.

“Essa ideia de preencher o vazio após a retirada das tropas, eu acho que não existe”, disse Sun a repórteres em Pequim antes de viajar para o Afeganistão na terça-feira.

O comprometimento da China com a reconstrução do Afeganistão desde a queda do regime do Taliban em 2001 foi relativamente fraco, de 250 milhões de dólares, e seu apoio à segurança do país tem sido, na maior parte, limitado a treinamento para combate contra o narcotráfico.

Mas um consórcio de investidores chineses está envolvido em um acordo de 3 bilhões de dólares para a produção de cobre no Afeganistão, embora o trabalho na jazida, uma das maiores do mundo, tenha sido paralisado por ataques de insurgentes.

Sun disse que a China busca maior envolvimento econômico, algo que, segundo ele, é essencial para a estabilidade.

“Em longo prazo, uma porção ainda maior de nossa cooperação e participação na reconstrução econômica será executava de maneira comercial. Essa porção será enorme”, disse ele.

"Preservar a estabilidade no Afeganistão não é questão de acrescentar tropas, mas de ajudar o Afeganistão a se reconstruir rapidamente. Esperamos ver uma rápida queda de armamentos e um rápido aumento na riqueza.”