IPCA-15 desacelera a 0,17% em julho, acumula alta de 6,51% en 12 meses

terça-feira, 22 de julho de 2014 11:20 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A prévia da inflação oficial no país desacelerou em julho, com alta de 0,17 por cento sobre o mês anterior, beneficiada pelos preços de transportes e alimentos, mas em 12 meses estourou o teto da meta do governo ainda que abaixo do esperado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acumulou em julho alta de 6,51 por cento em 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, abaixo do esperado pelo mercado.

As medianas das expectativas em pesquisa da Reuters apontavam alta de 0,20 por cento na base mensal e de 6,55 por cento em 12 meses.[nL2N0PW11N]

Em junho, o indicador havia mostrado alta de 0,47 por cento, acumulando em 12 meses avanço de 6,41 por cento. A meta do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Este mesmo IPCA que baliza a meta de inflação acumulou em 12 meses até junho alta de 6,52 por cento.

A última vez em que a inflação superou o teto da meta ao final do ano e que o BC teve de publicar uma carta aberta foi em 2003, no primeiro ano do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando a alta do IPCA foi de 9,3 por cento.

Em 6,51 por cento, no entanto, o Banco Central ainda não teria de dar explicações por meio de carta aberta porque adota a metodologia da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para eventualmente arredondar a segunda casa do IPCA após a vírgula.

ALIMENTOS E TRANSPORTES

Os principais responsáveis pelo resultado de julho do IPCA-15 foram os grupos Transportes e Alimentação e Bebidas. O primeiro, segundo o IBGE, recuou 0,85 por cento em julho após alta de 0,50 por cento no mês anterior, com impacto negativo de 0,16 ponto percentual no índice do mês.   Continuação...

 
Pessoas embarcam em ônibus lotado na avenida Brasil, Rio de Janeiro.  A prévia da inflação oficial no país desacelerou em julho, com alta de 0,17 por cento sobre o mês anterior, beneficiada pelos preços de transportes e alimentos. 28/05/2014. REUTERS/Sergio Moraes