Telecom Italia diz que fusão de TIM e GVT não está na agenda no momento

quarta-feira, 23 de julho de 2014 13:01 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - A Telecom Italia não descarta uma eventual futura fusão entre sua controlada TIM Participações e a GVT no Brasil, operadora controlada pela francesa Vivendi, mas isso não está nos planos do grupo italiano neste momento, que busca reforçar a necessidade de ter uma estratégia independente de seus sócios.

O presidente mundial do grupo italiano, Marco Patuano, disse nesta quarta-feira a jornalistas que as sinergias entre TIM e GVT são "óbvias". "Eu acho difícil evitar as especulações. Somos uma companhia de bom sucesso no móvel e eles são uma companhia de ótimo nível de qualidade no fixo", disse Patuano, após reunião com a presidente Dilma Rousseff.

"Não descartamos nada, porém não é um tema em que estamos focados neste momento", acrescentou.

Ao ser questionado sobre a decisão da espanhola Telefónica, sócia da Telecom Italia e controladora da Vivo no Brasil, de reduzir sua participação no grupo italiano, por meio da venda de bônus conversíveis em ações, Patuano disse que a Telecom Italia precisa ter uma estratégia de negócios que seja independente de seus acionistas.

"Eu acho que o tema da Telecom Italia é ter uma estratégia independente de qualquer acionista. Então esse é o nosso interesse e eu tenho de dizer que até agora sempre tem sido o caso da Telecom Itelia e do relacionamento com a Telefónica", disse Patuano.

A espanhola anunciou a venda de 750 milhões de euros em bônus conversíveis em ações da Telecom Italia, reduzindo sua fatia na companhia. A empresa também tentou apaziguar reguladores brasileiros ao retirar seus dois representantes no Conselho da Telecom Italia em dezembro, para evitar conflitos de interesse.

O ministro das Comunicações brasileiro, Paulo Bernardo, disse que "com certeza" a Telefónica está se esforçando para reduzir preocupações antitruste no país. "Com certeza, eles estao fazendo um esforço para se adequar a uma normatização", disse Bernardo.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu no ano passado que a Telefónica precisa vender sua participação ma Telecom Italia ou encontrar um novo sócio para a Vivo.   Continuação...