CNI vê PIB crescendo menos em 2014, com retração da indústria

quinta-feira, 24 de julho de 2014 13:15 BRT
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu nesta quinta-feira a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil projetando retração no setor industrial e apontando o investimento como a variável crítica da economia brasileira.

A projeção para a expansão do PIB deste ano agora é de 1,0 por cento, bem abaixo do 1,8 por cento previsto anteriormente. Em 2013, a economia brasileira cresceu 2,5 por cento.

A revisão foi piorada principalmente pelo péssimo desempenho esperado para o setor industrial. Para 2014, a entidade estima que o PIB do setor fabril registrará recuo de 0,5 por cento em 2014, muito pior do que a projeção anterior, de um crescimento de 1,7 por cento, que repetiria a expansão registrada em 2013.

Se confirmada a contração neste ano, a indústria voltará ao terreno negativo de 2012, quando houve uma queda de 0,8 por cento na produção.

De acordo com a CNI, a retração do PIB industrial ocorrerá pelo recuo de 1,0 por cento na indústria da transformação e de 1,7 por cento de retração na indústria da construção. A estimativa só não é pior porque para a indústria extrativa é esperado crescimento de 1,5 por cento.

No cálculo do PIB da indústria, a entidade levou em conta a performance nada animadora do setor na primeira metade do ano.

O uso da capacidade instalada em maio, dado mais recente, ficou em 80,7 por cento, representando o quarto recuo consecutivo, ao mesmo tempo em que a maioria dos indicadores industriais mostrou queda pelo terceiro mês seguido. [ID:nL2N0PE10Y]

Ao apresentar os números, a entidade avaliou que uma melhora desse quadro vai depender do investimento. "A variável crítica a explicitar as dificuldades da economia brasileira é o investimento", avaliou a CNI em documento. "A recuperação do investimento, fundamental para interromper esse ciclo, é também dificultada pelas naturais incertezas sobre a evolução da política econômica em 2015 que derivam das eleições."   Continuação...