Fraqueza no Brasil faz Usiminas focar mais em exportações

quinta-feira, 24 de julho de 2014 14:29 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas prevê vendas estáveis de aço no terceiro trimestre em relação ao volume de 1,456 milhão de toneladas comercializadas entre abril e junho, mas vai dedicar parcela maior dessas vendas ao mercado externo, disse nesta quinta-feira o vice-presidente comercial, Sergio Leite.

A estratégia acontece em meio a um mercado interno retraído, com demanda baixa por bens como veículos e tubulações para projetos de petróleo e gás, e apesar de um cenário cambial menos favorável, disse o executivo em teleconferência com analistas.

A Usiminas divulgou mais cedo lucro de 129 milhões de reais para o segundo trimestre, queda de 42 por cento sobre o resultado obtido nos três primeiros meses do ano.

A empresa vinha desde o ano passado dando maior foco para atender o mercado interno, mais rentável, do que exportações. Porém, no segundo trimestre, a fatia das exportações cresceu para 15 por cento, bem acima dos 9 por cento de um ano antes.

Leite não deu detalhes sobre a participação das vendas externas da Usiminas no restante do ano, mas citou que o tombo de 17 por cento na produção das montadoras de veículos no primeiro semestre foi algo que a empresa não via há muito tempo.

"A grande maioria dos setores industriais está sendo impactada pela desaceleração econômica evidenciada no segundo trimestre", disse o executivo.

Segundo Leite, o nível de "prêmio" nos preços de aço do mercado interno em relação ao externo está entre 10 e 15 por cento, o que começa a estimular importações por estar acima da faixa habitual de 5 a 10 por cento. Porém, ele citou que o risco cambial tem representado uma barreira a importações maiores de aço por compradores no Brasil.

As ações da Usiminas recuavam 2,37 por cento às 12h37, enquando o Ibovespa subia 0,79 por cento.

O vice-presidente comecial da Usiminas afirmou que o cenário atual é de estabilidade nos preços de aço no mercado brasileiro, apesar de avaliações de analistas de que os valores cobrados pelas siderúrgicas no Brasil vão cair até o final do ano.   Continuação...