Sindicato diz que GM quer suspender contratos de 1.000 trabalhadores em SP

quinta-feira, 24 de julho de 2014 19:28 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A General Motors pretende suspender contratos de trabalho de cerca de mil trabalhadores em sua fábrica em São José dos Campos, no interior de São Paulo, informou o sindicato local nesta quinta-feira.

A unidade emprega aproximadamente 5.200 trabalhadores e Célio Dias da Silva, um diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, afirmou que o número está incluído numa proposta da montadora que deverá ser alvo de reunião entre as partes prevista para 1o de agosto.

Representantes da GM não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto.

O plano da montadora foi informado ao sindicato num momento em que a categoria cobra 12,98 por cento de reajuste salarial.

Segundo o sindicato, "a medida não se sustenta em qualquer justificativa. Ao contrário das fábricas de Gravataí (RS) e São Caetano do Sul (SP), que tiveram queda de produção este ano, a planta de São José dos Campos segue em ritmo normal".

Em agosto de 2012, a GM suspendeu contratos de trabalho (lay off) de 940 trabalhadores na fábrica de São José dos Campos, que segundo o sindicato resultaram em 598 demissões. A unidade produzia modelos que foram descontinuados, como Meriva e Zafira, e atualmente produz a picape S-10, além de motores.

As vendas de veículos no Brasil no primeiro semestre caíram 7,6 por cento sobre o mesmo período de 2013 e a produção recuou 17 por cento. O desempenho fez a associação que representa o setor, Anfavea, piorar suas projeções para o ano, para quedas de 5,4 por cento nas vendas e de 10 por cento na produção.

Diante do cenário causado por conteção de crédito, confiança menor dos consumidores e baixo crescimento econômico, o governo federal adiou para o fim do ano o aumento da carga tributária sobre o setor, sob a condição de manutenção do nível de emprego.

Em maio, a montadora francesa de veículos PSA Peugeot Citroen abriu um programa de demissão voluntária para funcionários de sua fábrica em Porto Real, no Rio de Janeiro. O programa foi aberto após a empresa encerrar o terceiro turno da fábrica em fevereiro, deixando em suspenso os contratos de trabalho de 650 funcionários.   Continuação...