Economistas mantêm projeção de Selic a 11% em 2014, melhoram inflação

segunda-feira, 28 de julho de 2014 11:33 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de o Banco Central ter explicitado que não reduzirá os juros, economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva de Selic a 11 por cento em 2014 e a 12 por cento em 2015, e reduziram a projeção para a inflação neste ano.

Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira continua mostrando expectativa de que novo ciclo de aperto monetário só começará em janeiro de 2015, com alta de 0,25 ponto percentual, inalterado sobre a semana anterior. Para o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, o Focus mostrou que a expectativa continua sendo de Selic a 11 por cento neste ano, mas para 2015 a expectativa foi reduzida a 12 por cento, contra 12,25 por cento anteriormente.

O levantamento veio após o BC mostrar, por meio da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na quinta-feira passada, que o cenário não contempla queda dos juros, em meio ao cenário de inflação elevada.[nL2N0PZ131]

Os agentes econômicos consultados no Focus reduziram a projeção para o IPCA em 2014 em 0,03 ponto percentual, a 6,41 por cento.

Com isso, a expectativa se afasta um pouco mais do teto da meta do governo, que é de 4,5 por cento com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos, onde tem girado recentemente.

Na ata, o BC também piorou seu cenário sobre a inflação, informando que pelo cenário de referência a projeção para a inflação de 2014 e de 2015 foi elevada sobre o valor do documento anterior e permanece acima do centro da meta.

Mas manteve em 5 por cento sua projeção para a alta nos preços administrados neste ano, mesma perspectiva dos economistas consultados na pesquisa Focus.

Para 2015, a perspectiva mediana no Focus para o IPCA foi elevada a 6,21 por cento, contra 6,12 por cento. Para os próximos 12 meses, houve ajuste de 0,01 ponto percentual para baixo, a 5,94 por cento.   Continuação...

 
Sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino