Tractebel vê recuperação, com resultado "satisfatório" em 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014 14:24 BRT
 

(Reuters) - A Tractebel Energia, maior geradora de energia privada do país, deve ter recuperação nos resultados financeiros no segundo semestre após um fraco desempenho na primeira metade do ano, e fechar 2014 ainda com performance sólida, segundo a expectativa da direção da companhia.

"A gente deve ter uma recuperação bastante boa na segunda metade do ano ... Estamos em uma situação hidrológica ruim, isso vai afetar sim o resultado da companhia, mas ela vai continuar tendo um resultado no final do ano satisfatório", disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Eduardo Sattamini, em teleconferência sobre os resultados.

A Tractebel Energia foi afetada negativamente no primeiro semestre de 2014 por ter alocado a maior parte da sua energia para entrega no segundo semestre do ano, dentro da sua estratégia de comercialização.

Além disso, como as hidrelétricas brasileiras geraram bem menos que suas capacidades para poupar o nível dos reservatórios em momento de estiagem, geradoras estão tendo que arcar com a compra de energia a custos altos no curto prazo para cumprir contratos.

A Tractebel registrou um lucro líquido de 363 milhões de reais no primeiro semestre, uma redução de 51,5 por cento ante os 749 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

A geradora de energia tem perspectiva de que os preços de energia continuem altos e, dentro da sua estratégia de comercialização, não está vendendo energia própria para 2015 e 2016 no mercado livre, já que chegou a um limite para manter uma reserva que evite que fique exposta à compra de energia de curto prazo nesses períodos.

"Olhando para o longo prazo, existe já uma percepção do mercado de que os preços tendem a subir diante da necessidade de outras fontes que não a hídrica, que é mais barata que as demais", afirmou Sattamini.

O Brasil está com a maioria de suas termelétricas acionadas desde 2012 para ajudar no fornecimento de energia elétrica do país, já que as chuvas têm sido escassas para abastecer os reservatórios das hidrelétricas e, como consequência, o preço de energia tem se mantido alto.

Segundo Sattamini, nas negociações bilaterais, a Tractebel tem buscado contratos de cerca de 5 ou 6 anos para a venda da energia, e tem observado uma elevação sistemática nos preços de energia negociados para 2017, 2018 e 2019.   Continuação...