Dilma defende Argentina e diz que "especuladores" não podem ameaçar estabilidade

terça-feira, 29 de julho de 2014 17:02 BRT
 

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira a Argentina, que está em um processo de negociação de dívida com credores e corre o risco de default, e disse ser inaceitável que a ação de "uns poucos especuladores" coloque em risco a estabilidade de um país.

O governo argentino negocia com credores nos Estados Unidos para evitar o calote de uma dívida que vence na quarta-feira, após um grupo rejeitar uma proposta de renegociação anterior e acionar o país sul-americano na Justiça norte-americana.

"O problema que atinge hoje a Argentina é uma ameaça não só para um país irmão. Atinge a todo o sistema financeiro internacional", disse Dilma durante reunião de cúpula do Mercosul em Caracas.

"Não podemos aceitar que a ação de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros. Precisamos de regras claras e de um sistema que permita foros imparciais, permita previsibilidade e, portanto, justiça no processo de reestruturação de dívidas soberanas."

Dilma se colocou à disposição para levar a questão argentina ao encontro do G20 e, durante seu discurso na reunião de cúpula do Mercosul, também defendeu que um acordo comercial entre o bloco e a União Europeia precisa ser baseado no equilíbrio.

"No caso da negociação do acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia, nosso bloco já concluiu uma oferta compatível com os compromissos assumidos nas negociações de 2010. Esperamos agora que o lado europeu consolide a sua oferta", disse.

"Essa negociação só poderá prosperar com o intercâmbio simultâneo de ofertas e o equilíbrio entre o que demandamos, o que demandam eles, o que oferecemos e o que oferecem eles."

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebe a presidente Dilma Rousseff (esquerda) e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para uma cúpula do Mercosul, em Caracas, na Venezuela, nesta terça-feira. 29/07/2014 REUTERS/Jorge Silva