União Europeia irá impor sanções econômicas severas contra a Rússia

terça-feira, 29 de julho de 2014 17:31 BRT
 

Por Justyna Pawlak e Barbara Lewis

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia chegou pela primeira vez nesta terça-feira a um acordo para impor sanções econômicas abrangentes contra a Rússia por conta de seu papel na Ucrânia, disseram diplomatas, marcando uma nova fase no maior confronto entre Moscou e o Ocidente desde a Guerra Fria.

As medidas irão impedir o acesso de bancos estatais russos aos mercados de capitais europeus e atingir os setores de defesa e de tecnologia avançada, incluindo o do petróleo, mas excluem o setor de gás, do qual a Europa é muito dependente.

Ao contrário dos Estados Unidos, a União Europeia, que tem interesses econômicos maiores em jogo, hesitou durante meses em agir de forma decisiva contra Moscou. Mas o clima mudou radicalmente depois da derrubada de um avião civil em uma região ucraniana controlada por separatistas pró-Rússia este mês, causando a morte de todas as 298 pessoas a bordo, incluindo 194 holandeses.

Washington acredita que o voo MH17 foi abatido por engano por rebeldes com um míssil fornecido pela Rússia. Moscou negou qualquer envolvimento e buscou culpar Kiev.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disseram que as sanções são um "forte alerta" de que as ações da Rússia não são aceitáveis e trarão "custos elevados" para sua economia.

"A União Europeia vai cumprir suas obrigações de proteger e garantir a segurança de seus cidadãos. E a União Europeia vai ficar ao lado de seus vizinhos e parceiros", disseram os dois altos funcionários da UE em comunicado.

Vários diplomatas europeus, falando sob condição de anonimato, disseram que as sanções podem ser ampliadas se for necessário.

Os embaixadores europeus firmaram o acordo em meio a combates intensos entre tropas ucranianas e rebeldes no leste da Ucrânia que mataram dezenas de civis, soldados e separatistas.   Continuação...

 
Presidente russo, Vladimir Putin, em foto de arquivo. 15/07/2014 REUTERS/Nacho Doce