Despesas maiores pressionam lucro da Cielo no 2º trimestre

terça-feira, 29 de julho de 2014 20:08 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Cielo viu o lucro líquido do segundo trimestre crescer apoiado em forte resultado operacional, praticamente em linha com a previsão de analistas, mas acusando maiores despesas operacionais.

A maior empresa de meios eletrônicos de pagamento do Brasil informou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 796,8 milhões de reais entre abril e junho, alta de 25,9 por cento ante mesma etapa de 2013.

A média de previsões de sete analistas ouvidos pela Reuters, que apontava para lucro de 807 milhões de reais.

Em relatório, a Cielo informou que sua receita operacional líquida de 1,84 bilhão de reais, aumento ano a ano de 13,6 por cento, refletiu a expansão dos negócios e o impacto da alta anual do dólar sobre a receita gerada nos Estados Unidos, sede de sua filial Merchant e-Solutions.

O volume de transações com cartões de crédito feitas por meio dos equipamentos da Cielo somou 76 bilhões de reais no período, alta anual de 13 por cento. Em cartões de débito o volume foi de 49,4 bilhões de reais, 26,4 por cento maiores.

Além disso, a receita com antecipação de recebíveis chegou a 218,1 milhões de reais, aumento de 52,4 por cento.

O aumento das receitas veio acompanhado da expansão de 9 por cento da base instalada dos "POS", as máquinas nas lojas que processam os pagamentos com cartões.

Por outro lado, o custo dos serviços prestados aumentou 15,3 por cento também na comparação anual, a 703,8 milhões de reais. Além disso, as despesas operacionais cresceram 21,1 por cento, para 285,2 milhões de reais, afetadas por maiores gastos com contratação de funcionários.

Com isso, a margem Ebitda de 51,9 por cento no período mostrou uma queda de 2 pontos percentuais na comparação com o segundo trimestre de 2013, ficando abaixo dos 53,4 por cento esperados por analistas, em média.

O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de 955,5 milhões de reais entre abril e junho, avanço de 9,3 por cento na comparação anual. A previsão de analistas era de 991 milhões de reais para o Ebitda.