Lucro do Barclays cai com menor receita de banco de investimentos

quarta-feira, 30 de julho de 2014 08:03 BRT
 

LONDRES (Reuters) - O Barclays afirmou que seu lucro subjacente recuou 8 por cento no segundo trimestre, conforme o banco britânico tenta cercear operações de alto risco e à medida que a atividade mais fraca do mercado custou uma parte da receita do seu banco de investimentos.

O Barclays disse que fez bom progresso no corte de custos e na alienação de ativos pelos quais não se interessa mais. O banco cortou 5 mil postos de trabalho neste ano, o que o deixou com o menor número de funcionários desde pelo menos 2007.

As ações do banco subiam 4,17 por cento às 7h57, no horário de Brasília, entre as melhores performances do setor bancário na Europa. Alguns analistas afirmaram que a queda da receita do banco de investimentos foi menos severa do que eles esperavam.

O presidente-executivo, Antony Jenkins, prometeu fazer o Barclays mais rentável e acabar com más condutas, mas seus esforços de mudanças estão sendo limitados por problemas do passado e a baixa receita do banco de investimentos.

O Barclays disse que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu a extensão de um acordo que não envolve processo para que possa continuar a investigar possíveis más condutas em operações de câmbio. O acordo foi firmado após o banco ser multado em 450 milhões de dólares pela suposta fixação das taxas de juros Libor e significa que se o Departamento de Justiça encontrar qualquer má-conduta nas atividades ligadas a câmbio pode ser mais rigoroso contra o banco.

O Barclays disse que o lucro ajustado nos três meses encerrados em junho caiu para 1,7 bilhão de libras (2,9 bilhões de dólares), ante 1,8 bilhão um ano antes. No primeiro semestre, o banco lucrou 3,3 bilhões de libras, queda anual de 7 por cento, mas acima da previsão média de 3 bilhões segundo analistas consultados pela instituição.

Analistas afirmaram que o banco superou expectativas pelo corte de custos e de perdas com maus empréstimos, além de divulgar nível de alavancagem mais forte que o esperado.

(Por Steve Slater e Matt Scuffham)