Aécio defende real mais desvalorizado e revisão do Mercosul

quarta-feira, 30 de julho de 2014 15:24 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves, disse nesta quarta-feira que é preciso rever o tratado do Mercosul e adotar um real mais desvalorizadoe, entre outras iniciativas para retomar a competitividade industrial.

"Um câmbio mais desvalorizado me parece pressuposto essencial para aqueles que buscam maior competitividade", disse Aécio, durante apresentação a empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O tucano acrescentou que "hoje vivemos de populismo cambial" e que o governo faz "intervenções" nesse setor para conter a inflação.

Aécio apontou também para a necessidade de uma mudança no funcionamento do Mercosul, que segundo ele trava os acordos comerciais do país.

"O Mercosul, a grande realidade é essa, vem nos amarrando. Quem sabe sua transformação de união aduaneira para área de livre comércio,... para facilitar acordo com outras regiões do mundo", argumentou.

Segundo ele, o Brasil vem perdendo terreno no comércio internacional e quando fechar acordos terá menos vantagens. Quando houver um acordo com a União Europeia, por exemplo, argumentou as cotas de produtos agrícolas já estarão ocupadas por outros países do mundo, reduzindo a o mercado para os produtores brasileiros.

O tucano também afirmou que os problemas econômicos do país não decorrem da crise financeira internacional, mas sim ao atual governo que levou o Brasil a um quadro de estagflação e "perda de credibilidade".

"Todos nós sabemos, todos nós acompanhamos as diferenças da crise internacional... em 2008 e 2009, mas os resultados pífios da economia brasileira são consequências de brasileiros e fruto das opções erradas que o governo fez nos últimos anos", afirmou o tucano,

"Nós viemos ao longo desses últimos anos aprendendo, infelizmente, a conviver com aquilo que poderíamos chamar de contabilidade criativa,... que minou aquilo que é fundamental para o crescimento da economia e dos investimentos... que é o instituto de credibilidade", criticou Aécio.   Continuação...

 
Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, durante entrevista coletiva na sede da CNI em Brasília. 30/07/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino