Dilma quer mais investimentos em infraestrutura e descarta reforma trabalhista

quarta-feira, 30 de julho de 2014 18:51 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff reconheceu nesta quarta-feira que o volume de investimentos em infraestrutura no país ainda é aquém do necessário e descartou realizar durante um eventual segundo mandato uma reforma trabalhista, mas disse que apoiaria a regulamentação da terceirização.

"Também não estou contente com o volume de investimentos em infraestrutura", disse a presidente ao ser confrontada com o total de investimentos em relação ao PIB durante sabatina com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ela argumentou, porém, que esse baixo nível decorre de problemas do governo e do setor privado e que trabalhará para ampliar os instrumentos de financiamento de longo prazo num eventual segundo mandato.

"O Brasil pode sim simplificar processos. Nessa área temos que investir em modelos que garantam que não tenha nenhum desvio mas também que não haja sobreposições (de fiscalizações)", acrescentou.

A candidata à reeleição pelo PT também descartou fazer uma ampla reforma trabalhista do país e disse não ver horizonte para redução de direitos trabalhistas como 13o salário e pagamento de horas extras.

Disse, porém, que o governo pode apoiar um diálogo sobre a regulamentação das contratações por terceirização.

"Tem algumas coisas dificílimas de serem negociadas e do ponto de vista do governo não queremos...(mas) o governo federal não é contrário à terceirização", afirmou à plateia de empresários que clamou por mudanças na legislação trabalhista.

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Presidente Dilma Rousseff participa de evento com emprsários na sede da CNI em Brasília. 30/07/2014.  REUTERS/Ueslei Marcelino