Ambev eleva lucro no 2o tri, mas vê mix de embalagens afetar margens

quinta-feira, 31 de julho de 2014 08:23 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Ambev viu seu lucro avançar no segundo trimestre com ajuda da Copa e do aumento no volume de cervejas no Brasil, mas sofreu uma redução na margem de rentabilidade, pressionada pelo mix de embalagens no período.

Nesta quinta-feira, a maior empresa de bebidas da América Latina divulgou lucro líquido de 2,2 bilhões de reais entre abril e junho, alta de 15,9 por cento na comparação anual, em linha com a previsão média de analistas em pesquisa da Reuters.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou 3,3 bilhões de reais no trimestre, alta de 2,7 por cento sobre um ano antes, mas abaixo da projeção de analistas de 3,6 bilhões.

A margem Ebitda ajustada, por sua vez, caiu 2,1 pontos percentuais, a 40,7 por cento. Segundo a Ambev, a redução foi fruto de um efeito não recorrente do mix de embalagens, após ter investido em latinhas, que possuem menor margem que as embalagens retornáveis, além de edições especiais para a Copa do Mundo.

"Também tivemos um impacto negativo dos hedges de moeda mais altos, parcialmente compensados por hedges de commodities mais favoráveis", disse a Ambev, ao explicar avanço de 12,3 por cento no custo dos produtos vendidos (CPV) por hectolitro no Brasil, seu princial mercado, durante o segundo trimestre.

Em comentário de desempenho, a companhia afirmou não esperar "qualquer efeito adicional significativo para o mix no segundo semestre", mantendo a projeção para o ano de crescimento de um dígito médio no CPV por hectolitro.

Entre abril e junho, o volume de cervejas no país avançou 7,2 por cento sobre igual período do ano passado.

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