Vale confia na China, mas foca na capacidade de ganhar margem

quinta-feira, 31 de julho de 2014 12:52 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale, maior produtora global de minério de ferro, avalia que a demanda da China será maior no segundo semestre, mas está apenas moderadamente otimista em relação aos preços da matéria-prima do aço, e assim manterá forte foco em elevar margens diante do crescimento da oferta global da commodity.

"Historicamente o segundo semestre da China é melhor", disse nesta quinta-feira o diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, durante conferência com analistas sobre resultados do segundo trimestre, divulgados mais cedo.

O executivo destacou que o governo da China, maior importador global de minério de ferro e de produtos da Vale, tem influência importante na economia e costuma fazer movimentos na segunda metade do ano para cumprir metas, como liberação de crédito.

"Estamos otimistas com relação a China, eles têm mostrado capacidade muito grande de manter a economia com vigor apesar das expectativas negativas que a gente tem assistido", declarou.

O diretor ponderou ainda que se outras economias, como Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia, tiverem comportamento melhor, o cenário será mais favorável. "Estamos trabalhando dentro dessa expectativa", afirmou Martins.

A mineradora publicou lucro líquido de 3,187 bilhões de reais no segundo trimestre, com preços menores do principal produto da companhia limitando ganhos.

Os preços produto da Vale caíram 17,6 por cento no segundo trimestre ante o mesmo período de 2013, para 84,60 dólares por tonelada, devido ao aumento da oferta global --a própria companhia produziu um recorde para o segundo trimestre.

MAIORES MARGENS   Continuação...