Dólar sobe 2,71% em julho e encosta em R$2,27

quinta-feira, 31 de julho de 2014 17:37 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu mais de 1 por cento nesta quinta-feira, acumulando 2,71 por cento de valorização no mês e encostando em 2,27 reais, impulsionado por incertezas nos cenários externo e interno que devem deixar o mercado de câmbio volátil nas próximas semanas.

A divisa dos EUA avançou 1,21 por cento nesta sessão, a 2,2699 reais na venda, maior nível de fechamento desde 4 de junho, quando ficou em 2,2836 reais. A alta acumulada no mês foi a mais forte desde novembro passado (+4,61 por cento).

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 2 bilhões de dólares, acima da média diária do mês, de 1,2 bilhão de dólares.

"O dólar tem espaço para mais volatilidade, levando em conta as incertezas no cenário interno e internacional", afirmou o diretor de gestão de recursos da corretora Ativa, Arnaldo Curvello, lembrando que o mercado aguarda o relatório de emprego dos EUA, que será divulgada no dia seguinte.

"O BC pode atuar um pouco mais para suavizar esses movimentos, mas se houver uma mudança significativa de fundamentos e o câmbio tiver que mudar de patamar, não adianta lutar contra isso", acrescentou.

Nesta sessão, a alta do dólar foi impulsionada pelos sinais de fortalecimento das condições do mercado de trabalho dos EUA, que poderiam abrir caminho para alta nos juros do país mais cedo do que se espera, e notícias de que a Argentina não foi capaz de chegar a acordo com credores e entrou em default.

"A Argentina não tem o mesmo poder de contágio que tinha nos anos 90, mas a situação de default técnico não ajuda em nada a economia por lá e muito menos por aqui", escreveram analistas da corretora Lerosa Investimentos em relatório.

As cotações do dólar também se ajustaram após o BC brasileiro não anunciar para esta sessão leilão de rolagem de swaps cambiais --equivalentes a venda futura de dólares-- que vencem no dia seguinte.   Continuação...