PDG prevê manutenção ou queda dos cancelamentos de vendas no 2o semestre

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 17:44 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os cancelamentos de vendas da PDG devem se manter na segunda metade do ano em patamar igual ou inferior ao primeiro semestre, após um período de abril a junho considerado atípico, e a retomada de geração de caixa continua sendo o principal foco da construtora e incorporadora.

"Esperamos um segundo semestre melhor do que o primeiro, concentrado principalmente na execução do nosso legado (projetos anteriores a 2013), o que nos levará à geração de caixa positiva e a um processo de desalavancagem", disse o presidente-executivo da PDG, Carlos Piani, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira.

A revenda dos imóveis que tiveram vendas canceladas segue em linha com o apresentando nos últimos trimestres, afirmou o diretor de operações da PDG, Antonio Guedes.

"Continuamos conseguindo revender a maior parte dos distratos em até 12 meses, em torno de 80 por cento do distratado, gerando um ganho nomimal de 15 por cento em relação ao Valor Geral de Vendas (VGV) inicial distratado", disse.

Os cancelamentos foram de 420 milhões de reais no primeiro semestre, uma média de 210 milhões de reais por trimestre e em linha com a expectativa inicial da PDG de 200 milhões de reais a cada três meses ao longo do ano. No primeiro semestre de 2013, os distratos somaram 542 milhões.

Na área de vendas da companhia, a redução dos estoques de imóveis continua sendo o foco principal, por gerar caixa imediatamente para a companhia. O estoque da PDG foi reduzido de 7.600 para 6.660 unidades do fim de março para o encerramento de junho.

A ação da companhia, que na quinta-feira divulgou prejuízo de 135,3 milhões de reais no segundo trimestre, recuavam 2,76 por cento às 16h34, enquanto o Ibovespa operava estável.

Para analistas do Credit Suisse, os desafios para a PDG no terceiro trimestre são grandes, assim como a chance de a empresa ter prejuízos nos próximos dois anos. "A estrutura de capital investido parece de grandes dimensões e a empresa terá de lidar com o declínio das receitas nos próximos trimestres", disseram.   Continuação...