ONS reduz estimativa de chuvas para agosto e PLD sobe acima do esperado

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 18:12 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O preço de energia de curto prazo dado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) subiu muito acima do esperado pelo mercado para a próxima semana, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu as previsões de chuva para hidrelétricas em agosto.

O PLD na carga pesada da próxima semana subiu a 817,53 reais por megawatt-hora (MWh), alta de 38 por cento ante o PLD anterior, de 593,73 reais por MWh. Na carga média, o PLD ficou em 815,20 reais por MWh e, na leve a 797,56 reais por MWh, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Comercializadoras ouvidas pela Reuters esperavam que o PLD ficasse na casa dos 600 reais para a próxima semana, o que seria apenas uma pequena elevação em relação ao preço atual.

O ONS espera agora que as chuvas fiquem abaixo da média em todas as regiões do país em agosto, segundo a revisão do Programa Mensal de Operação (PMO) divulgada nesta sexta-feira.

Para o Sul do país, a previsão de chuvas para hidrelétricas foi reduzida de 117 para 91 por cento da média histórica. No Sudeste, a estimativa de afluências em agosto passou de 93 para 86 por cento da média histórica. Para Nordeste e Norte as previsões ficaram estáveis em relação à semana passada, de 57 por cento e 81 por cento da média histórica, respectivamente.

"Para a semana de 2 a 8 de agosto, a previsão é de que a passagem de três frentes frias pelo Rio Grande do Sul ocasione apenas chuva fraca em pontos isolados das bacias dos rios Jacuí e Uruguai", informou o ONS.

A indicação de geração térmica para a próxima semana manteve-se num patamar alto, de 16,7 gigawatts médios.

No mês, o consumo de carga de energia deve ficar estável em relação a agosto do ano passado.

O ONS estima que o nível dos reservatórios das usinas no Sudeste/Centro-Oeste do país caia a 29,9 por cento ao final de agosto, ante os atuais 34,36 por cento. No Sul, o nível deve passar de 90,47 por cento para 78,9 por cento ao fim do mês. O armazenamento no Nordeste deve passar a 26 por cento e, no Norte, a 70,6 por cento.   Continuação...