Bolsas dos EUA encerram sessão em baixa e S&P 500 tem pior semana desde 2012

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 18:19 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - As ações nos Estados Unidos fecharam em baixa nesta sexta-feira e o índice Standard & Poor's 500 teve seu maior recuo semanal desde 2012, com preocupações sobre o default na Argentina minando o sentimento de investidores.

Nesta sessão, o Dow Jones .DJI fechou em baixa de 0,42 por cento, a 16.494 pontos, o S&P 500 .SPX recuou 0,29 por cento, a 1.925 pontos, e o Nasdaq .IXIC teve desvalorização de 0,39 por cento, a 4.352 pontos.

Na semana, o Dow recuou 2,8 por cento e o Nasdaq, 2,2 por cento. O S&P 500 teve baixa de 2,7 por cento, o maior declínio desde a semana encerrada em 1o de junho de 2012.

Dados de que o crescimento de empregos nos EUA desacelerou em julho e a taxa de desemprego subiu inesperadamente no país sugeriram que o Federal Reserve, banco central norte-americano, tem espaço para manter as taxas de juros baixas por algum tempo.

O crescimento de empregos, que ficou abaixo das estimativas de analistas, aliviou alguns investidores preocupados sobre quão cedo o Fed pode subir as taxas de juros, depois que dados na quinta-feira mostraram que os custos trabalhistas nos EUA tiveram sua maior alta em mais de 5,5 anos no segundo trimestre.

Mas as preocupações permaneceram sobre os problemas da dívida da Argentina, depois do default do país declarado esta semana. O juiz norte-americano responsável pelo caso criticou nesta sexta-feira a decisão da Argentina de não honrar o pagamento e ordenou que as negociações entre o país e os investidores continuem.

"Sempre que um país dá o calote em sua dívida, normalmente é um evento perturbador no mercado. As pessoas avessas a risco vendem ativos considerados de risco", disse a vice-presidente de de renda variável na Calvert Investment Management, Natalie Trunow.

Para Natalie, porém, as quedas no mercado acionário dos EUA devem ser vistas como oportunidades de compra. "Eu não acho que estamos perto do fim do ciclo de expansão", afirmou ela.

(Por Ryan Vlastelica)