Mercado de carros de luxo no Brasil deve crescer 30% em 2014, diz Mercedes-Benz

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 19:45 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O segmento de veículos de luxo no Brasil deve ter em 2014 uma alta de 30 por cento nas vendas, cenário oposto ao do mercado geral que inclui carros e utilitários leves, que encerrará o ano com queda, afirmou a Mercedes-Benz nesta sexta-feira.

A montadora alemã, que está investindo 500 milhões de reais na construção de uma fábrica de carros no interior de São Paulo que deve ficar pronta no fim de 2015, espera ampliar suas vendas este ano para mais de 11 mil automóveis, expansão de cerca de 17 por cento sobre 2013.

"O mercado brasileiro sempre teve suas altas e baixas, mas olhando para a frente, tem todas as condições para crescer", disse o diretor geral da divisão de automóveis da montadora no Brasil, Dmitris Psillakis.

Os emplacamentos de veículos novos (carros, comerciais leves, caminhões e ônibus) no Brasil neste ano até julho caíram 8,4 por cento contra igual período de 2013, disse uma fonte do setor à Reuters mais cedo nesta sexta. Em julho apenas a queda foi de 14 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na avaliação do executivo da Mercedes-Benz, a baixa no mês passado foi circunstancial, por fatores que incluíram a realização da Copa do Mundo que prejudicou a venda de veículos.

No que tange ao negócio de carros da Mercedes-Benz no país, o otimismo de Psillakis está baseado nas perspectivas do mercado de luxo nacional, que segundo ele deve mais que dobrar até o fim da década, para 100 mil veículos, ante previsão de 40 mil unidades neste ano.

A montadora mantém o ritmo de construção da fábrica em Iracemápolis (SP), diante do forte movimento de vendas até aqui em 2014 e apesar das incertezas em torno do crescimento da economia brasileira. Segundo, Psillakis a marca lança entre agosto e setembro no Brasil o sedã Classe C, modelo mais vendido da Mercedes-Benz no mundo, e o utilitário compacto GLA.

Ambos os modelos serão produzidos na fábrica do interior de São Paulo, que terá capacidade para 20 mil veículos anuais. O Classe C começa a ser produzido no fim de 2015 e o GLA nacional sai da unidade seis meses depois, disse o executivo.

"A economia está crescendo menos, mas ainda está crescendo... Esperamos um 2015 muito forte para nós", afirmou Psillakis, evitando fazer projeções para as vendas da marca no próximo ano.   Continuação...