Produção de aço na China em 2013 foi maior do que números oficiais, diz Baosteel

segunda-feira, 4 de agosto de 2014 10:12 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A maior siderúrgica da China estimou a produção nacional de aço bruto em 2013 em 822 milhões de toneladas, quase 6 por cento acima dos números oficiais de Pequim, sugerindo que o excesso de oferta do país é pior do que estimado anteriormente.

O número divulgado em um discurso publicado nesta segunda-feira por Xu Lejiang, presidente do Conselho da controladora estatal da Baosteel, levaria a taxa de crescimento anual da produção de aço em 2013 de 7,5 por cento para mais de 13 por cento.

O setor de aço da China, de longe o maior do mundo, tem sido atormentado por um persistente excesso de oferta que derrubou os preços e deixou centenas de usinas siderúrgicas com dívidas colossais. Muitas já estão à beira do fechamento.

"A situação dura do mercado forçou empresas chinesas de aço a experimentar em primeira mão o impacto negativo que o excesso de capacidade está tendo sobre o desenvolvimento saudável da indústria de aço", disse Xu em uma reunião interna da Associação de Ferro e Aço da China (Cisa) na semana passada.

O governo chinês intensificou os esforços para reduzir o setor, restringindo a novas capacidades e forçando usinas antigas e poluidoras a fechar, mas novas usinas continuaram a entrar em operação.

De acordo com uma transcrição do discurso publicado no site da Cisa, Xu disse que os níveis oficiais de capacidade de aço da China alcançaram 1,106 bilhão de toneladas no ano passado, colocando as taxas de ocupação em 74,3 por cento. A capacidade total agora subiu para 1,14 bilhão de toneladas, disse Xu.

Xu disse que as siderúrgicas chinesas vão continuar a enfrentar dificuldades na segunda metade do ano em meio a restrições de financiamento, custos crescentes para atender às leis ambientais e impostos mais altos.

A China produziu 412 milhões de toneladas de aço no primeiro semestre deste ano, alta de 3 por cento segundo os dados oficiais, afirmou a Cisa. Mas com a demanda estagnada como resultado de queda na atividade de setores como construção, o consumo aparente subiu apenas 0,4 por cento, para 376 milhões de toneladas.