Após superar expectativas no 2º tri, Itaú Unibanco vê resultados sólidos até dezembro

terça-feira, 5 de agosto de 2014 16:04 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco divulgou resultado surpreendente para o segundo trimestre, apesar do cenário macroeconômico menos favorável ao crédito, e previu manter indicadores sólidos até o fim do ano, alavancando suas ações nesta terça-feira.

O resultado trimestral trouxe ingredientes como lucro recorde, a oitava queda seguida do índice de inadimplência acima de 90 dias e rentabilidade sobre o patrimônio no pico em quase quatro anos, todos melhores do que a previsão média de analistas.

O desempenho foi fortemente apoiado no aumento de 7,1 por cento da margem financeira com clientes em relação ao trimestre imediatamente anterior, mostrando que o banco conseguiu repassar com sobra o aumento dos custos de captação derivado da alta da taxa Selic.

"Tivemos um resultado que sofreu menos o impacto do cenário macroeconômico", disse o diretor corporativo de Controladoria e Relações com Investidores, Marcelo Kopel, em teleconferência com jornalistas, comentando que o resultado refletiu a preferência do banco por rentabilidade em vez de ganhar fatia de mercado.

Segundo o executivo, alguns dos principais indicadores do grupo, como rentabilidade e qualidade da carteira, devem se manter nos atuais níveis até dezembro, enquanto a carteira de crédito pode até acelerar um pouco. Em 12 meses até junho, o estoque de financiamentos do grupo avançou 9,6 por cento, pouco abaixo da faixa prevista para 2014, de 10 a 13 por cento.

Às 15h51, a ação do maior banco privado do país subia 2,00 por cento, a 36,18 reais. No mesmo instante, o Ibovespa recuava 0,63 por cento.

Em relatório intitulado "Os 'pessimistas' terão que esperar na fila... de novo", a equipe de analistas do Credit Suisse liderada por Marcelo Telles afirmou que os resultados do Itaú devem derrubar previsões apocalípticas sobre o setor bancário brasileiro.

Na semana passada, Bradesco e Santander Brasil divulgaram seus resultados do segundo trimestre mostrando menor crescimento do crédito e aumento dos calotes, refletindo a frágil atividade econômica do país.

No próximo dia 14 será a vez do Banco do Brasil apresentar seus números do segundo trimestre, e a previsão de analistas é de queda no lucro e na rentabilidade e aumento na inadimplência.   Continuação...