Dilma evita promessas e diz que governo foi fundamental para avanço no campo

quarta-feira, 6 de agosto de 2014 13:18 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, disse nesta quarta-feira que as ações do governo, principalmente ampliando e barateando o crédito, foram fundamentais para o crescimento do agronegócio no país, evitando fazer promessas para os representantes dos agricultores caso reeleita.

"Em 2003, quando o (ex-presidente) Lula assumiu, nós recebemos um Plano Safra... de 20,5 bi de reais para toda produção do agronegócio", disse Dilma em evento organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com os três principais candidatos à Presidência.

"Os juros variavam entre 8,75 (por cento) no custeio até 11,95 por cento, quando era em investimento", prosseguiu.

"Hoje tenho muito orgulho que na atual safra nós colocamos à disposição dos produtores o maior e mais completo Plano Agrícola. São 156 bilhões de reais, um crescimento real de 259 por cento", disse. "Os juros de 4,5 (por cento) para investimento até 6,25 (por cento) para custeio", acrescentou.

Dilma tratou das principais demandas apresentadas pelo setor como desafios que terão que ser vencidos num segundo mandato.

Entre esses pontos, ela citou os investimentos em infraestrutura, principalmente em hidrovias, a demarcação de terras indígenas e incentivos à construção de mais estruturas de armazenagem.

Mais cedo, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse que vai ampliar em 50 milhões de toneladas a capacidade de armazenagem nos próximos quatro anos e ampliará o seguro rural para 60 por cento da área plantada. [nL2N0QC14R]

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, também apresentou suas propostas aos representantes do agronegócio e disse que um ambiente macroeconômico equilibrado é fundamental para o campo. [nL2N0QC13V]

(Reportagem de Jeferson Ribeiro, Maria Carolina Marcello e Nestor Rabelo)

 
Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília. 31/07/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino