Anac estima que precisa ampliar quadro de funcionários em cerca de 40%

quarta-feira, 6 de agosto de 2014 14:37 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) precisa suprir um déficit de funcionários de 40 a 45 por cento para fazer frente à expansão aeroportuária e da aviação regional no país nos próximos anos, afirmou o diretor da autarquia, Carlos Pellegrino.

Ele disse que, atualmente, a Anac conta com aproximadamente 1.200 funcionários para regular a atividade aeroportuária brasileira. O número ideal, segundo ele, seria de aproximadamente 1.700 funcionários, conforme prevê a lei.

Quando foi criada em 2006, a Anac chegou a contar com cerca de 2.300 funcionários em um período de transição e em que podia contar com apoio de quadros militares.

"A nossa demanda já foi apresentada ao ministro e ao Ministério do Planejamento", afirmou Pellegrino.

Recentemente, o governo federal anunciou um programa para a expansão da aviação regional no país que prevê a construção de cerca de 270 aeroportos nos próximos anos. Para tanto, haverá um subsídio governamental para as empresas aéreas, mesmo as de grande porte, que deverá custar 1 bilhão de reais no primeiro ano.

Pellegrino acrescentou que a Anac precisa de mais funcionários para atender a demanda crescente do país e a expansão da aviação regional. "Os 270 aeroportos não vão acontecer da noite para o dia; vai levar um tempo e é esse tempo que precisamos para aumentar funcionários e fazer frente ao desafio da aviação", disse a jornalistas em seminário da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), na Coppe-UFRJ.

Uma solução para resolver esse déficit de funcionários mediante a expansão da aviação regional seria firmar parcerias com Estados e Municípios que poderão receber novos terminais para executar tarefas mais simples que hoje são realizadas por funcionários da Anac.

"Para cercar um aeroporto, por exemplo, os servidores locais podem fazer isso. É uma tarefa relativamente simples e evitaria o deslocamento de funcionários da Anac e custos adicionais", afirmou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)