Dilma acena com novas medidas tributárias para o etanol, caso reeleita

quarta-feira, 6 de agosto de 2014 14:59 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, disse nesta quarta-feira que pode considerar novas desonerações tributárias para estimular a cadeia de etanol e que o aumento da mistura do insumo na gasolina a 27,5 por cento é alvo de estudo com a Anfavea, a associação das montadoras de veículos.

"Acredito também que vai ser importante olhar o setor, como já desoneramos PIS e Cofins dentre outras questões, podemos fazer", disse Dilma em entrevista coletiva, após apresentar suas propostas para o setor agrícola na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

"Acredito também que estruturas de financiamento mais favoráveis ao etanol vão garantir uma ampliação da sua lucratividade", acrescentou.

Dilma afirmou ainda que um aumento da mistura de etanol na gasolina será determinada em conjunto com a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículo).

"Junto com Anfavea olhar a possibilidade de ampliar de 25 para 27,5 a mistura de etanol na gasolina", explicou a presidente. A entidade e o governo estão analisando se é possível tecnicamente se essa adição maior de etanol é possível para os atuais motores.

Durante a apresentação aos representantes dos produtores, Dilma evitou fazer promessas para um eventual segundo mandato e se limitou a defender as ações do governo, principalmente na ampliação e no barateamento do crédito para o setor. Segundo ela, essas medidas foram fundamentais para do agronegócio no país.

"Em 2003, quando o (ex-presidente) Lula assumiu, nós recebemos um Plano Safra... de 20,5 bi de reais para toda produção do agronegócio", disse. "Os juros variavam entre 8,75 (por cento) no custeio até 11,95 por cento, quando era em investimento."

"Hoje tenho muito orgulho que na atual safra nós colocamos à disposição dos produtores o maior e mais completo Plano Agrícola. São 156 bilhões de reais, um crescimento real de 259 por cento", disse. "Os juros de 4,5 (por cento) para investimento, até 6,25 (por cento) para custeio."   Continuação...