Bancos de Portugal vão trabalhar para venda rápida de novo BES, diz entidade

quarta-feira, 6 de agosto de 2014 19:44 BRT
 

Por Sergio Goncalves

LISBOA (Reuters) - Instituições financeiras de Portugal vão trabalhar em conjunto com autoridades para uma venda rápida do novo e saudável banco que será criado a partir dos escombros do Banco Espírito Santo, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) nesta quarta-feira.

Fernando Faria de Oliveira afirmou à Reuters que a intervenção feita pelo banco central de Portugal para resgatar um dos maiores bancos do país, que envolve injeção de 4,9 bilhões de euros, é positiva diante da importância sistêmica do BES.

Como parte do plano, o Estado português emprestou 4,4 bilhões de euros para o fundo de resgate de bancos do país, que se tornou o dono formal do saudável Novo Banco, enquanto a instituição com ativos tóxicos do BES, será gradativamente fechada.

Em resposta a perguntas da Reuters, Oliveira afirmou que ainda que os bancos propuseram fazer uma contribuição adicional para reduzir o empréstimo estatal para 3,9 bilhões de euros.

Os bancos portugueses financiaram o fundo de resgate montado em 2012 e que tinha apenas algumas centenas de milhões de euros, não o bastante para salvar o BES. Agora o fundo terá que vender o banco para investidores para pagar o empréstimo do Estado. O empréstimo tem juros crescentes estabelecidos para estimular o pagamento em breve.

"Os bancos associados manifestam prontidão para colaborarem com as autoridades, especificamente sobre o fundo de resgate, para o sucesso das medidas adotadas e uma venda rápida das ações do Novo Banco", disse Oliveira.

Ele afirmou ainda que agora que a insolvência do BES foi evitada, a APB espera que os bancos do país passem nos testes de estresse a serem feitos pelo Banco Central Europeu este ano.

O BCE colocará os 131 maiores bancos da zona do euro sob uma verificação sem precedentes de saúde financeira antes de se tornar supervisor deles em novembro.

(Por Andrei Khalip)