Queda de liminares de usina Santo Antônio atenuará exposição de distribuidoras de energia

quinta-feira, 7 de agosto de 2014 11:44 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - A queda das liminares que impediam a cobrança de valores da Santo Antônio Energia, concessionária da hidrelétrica Santo Antônio (RO), ajudará a atenuar a necessidade de recursos para cobrir a exposição das distribuidoras de energia elétrica, disse nesta quinta-feira o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

Segundo ele, o valor acumulado a ser pago pela empresa, que estava represado por conta das liminares, soma cerca de 600 milhões de reais.

"Isso atenua a necessidade. Pode não ser necessário usar todo o empréstimo", disse Rufino.

O novo empréstimo que está prestes a ser anunciado pelo governo federal e será de 6,5 bilhões de reais e a expectativa é de que ele cubra até o fim do ano as despesas das distribuidoras de energia não cobertas pela tarifa no mercado de curto prazo.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, o novo empréstimo é suficiente para cobrir as necessidades das empresas relativas à exposição ao mercado de curto prazo de energia neste ano.

Em São Paulo, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, também afirmou que os recursos deverão ser suficientes para cobrir as necessidades das distribuidoras até o final de 2014.

Leite, da Abradee, defendeu que, se houver sobra de recurso por conta do pagamento da Santo Antônio Energia, esse dinheiro deveria ser usado para ajudar a pagar a conta do risco hidrológico das distribuidoras, relativo à compra de energia em cotas.

Essas cotas referem-se à energia das usinas que aceitaram o plano de renovação condicionada das concessões, em 2012. A energia delas é mais barata, mas foi definido que elas repassariam o chamado risco hidrológico. No caso, esse risco decorre do fato de que, por estarem gerando menos devido à redução do nível de seus reservatórios, essas usinas precisam comprar energia no mercado à vista para cobrir a diferença do que não estão gerando.   Continuação...