Braskem vê preços de resina praticamente estáveis no 2o semestre

quinta-feira, 7 de agosto de 2014 13:19 BRT
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem avalia que o cenário de preços de resina no segundo semestre deve ficar praticamente estável em relação à primeira metade do ano, não vendo movimentação relevante no valor do produto, informou o presidente-executivo da petroquímica, Carlos Fadigas, nesta quinta-feira.

"Temos visto estabilidade no preço do mercado internacional, o que sinaliza algo parecido no Brasil. Não vejo movimentação relevante no preço de resina no segundo semestre", afirmou o executivo, que espera um crescimento nas vendas de resinas no Brasil este ano, em linha com o comportamento do Produto Interno Bruto.

A demanda brasileira por resinas termoplásticas no segundo trimestre foi de 1,311 milhão de toneladas, informou a Braskem, uma queda de 2,6 por cento em relação ao trimestre anterior, refletindo a desaceleração da economia doméstica.

Para o terceiro timestre, a companhia afirmou esperar demanda mais forte. "Parte da demanda do segundo trimestre foi antecipada para o primeiro trimestre por conta da Copa do Mundo, mas parte foi postergada. Uma parte dos clientes preferiu consumir estoque, então esperamos terceiro trimestre bom", afirmou Fadigas. 

Na visão do executivo, o desempenho no terceiro trimestre deve permitir ao menos um ano neutro do ponto de vista da demanda da resina contra o desempenho de 2013.

A parada para manutenção da unidade do ABC Paulista, que terá início em setembro e tem previsão de duração de 30 a 35 dias, deve impactar em cerca de 2 por cento a produção anual da companhia, o equivalente a cerca de um mês, ou 60 mil toneladas, estimou.

Às 13h16, as ações da Braskem exibiam queda de 1,03 por cento, cotadas a 14,43 reais, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 0,57 por cento.

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