Novo socorro ao setor elétrico de R$6,6 bi tem custo mais alto

quinta-feira, 7 de agosto de 2014 21:56 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal anunciou nesta quinta-feira que um novo empréstimo de 6,6 bilhões de reais para as distribuidoras de energia será liberado até 15 de agosto e terá custo de CDI mais 2,35 por cento ao ano.

Trata-se do segundo socorro ao setor elétrico em 2014 e a nova tranche de recursos saiu mais cara do que a primeira, de abril, quando um pool de 10 bancos disponibilizou 11,2 bilhões de reais a uma taxa de CDI mais 1,90 por cento ao ano.

As distribuidoras de energia estão com o caixa comprometido devido ao elevado preço da eletricidade no mercado de curto prazo, resultado da ausência de chuvas e do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Sete bancos comerciais já estão garantidos no grupo de instituições participantes do segundo empréstimo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander Brasil, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Citibank.

BB e Caixa deverão emprestar cada um 750 milhões de reais à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que repassará o dinheiro às distribuidoras, de um total de 3,6 bilhões de reais da parte dos bancos comerciais na operação, disse a jornalistas o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli.

Os 3 bilhões de reais restantes do empréstimo virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES).

Ao anunciar a operação, Caffarelli justificou o encarecimento do novo empréstimo em relação ao primeiro, que não contou com o BNDES. "Essa operação é mais cara que a primeira porque é a segunda tranche de uma operação cujas garantias estão estruturadas da mesma maneira que a primeira... Sempre quando há operação subordinada o custo tende a ser maior do que a primeira operação", disse.

O dinheiro do primeiro empréstimo à CCEE terminou em junho, quando foram liquidados os contratos de curto prazo de energia das distribuidoras referentes a abril.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Marício Tolmasquim, acredita que os novos recurso sejam suficientes para cobrirem os gastos das distribuidoras até o fim do ano com a energia mais cara.   Continuação...