Chile diz que Rússia se reuniu com embaixadas da América Latina sobre importações

quinta-feira, 7 de agosto de 2014 21:24 BRT
 

SANTIAGO (Reuters) - O governo russo se reuniu com várias embaixadas da América Latina na quarta-feira para discutir a possibilidade de buscar mais fornecedores de alimentos, depois que impôs uma proibição a muitos produtos principalmente dos Estados Unidos e da União Europeia, disse o chefe do órgão comercial do Chile nesta quinta-feira.

A Rússia proibiu as importações de todos os produtos alimentares norte-americanos e de certos produtos provenientes da União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma retaliação às sanções contra Moscou devido à crise na Ucrânia.

"O que tivemos foi uma reunião ontem (quarta-feira) entre o governo russo e várias embaixadas latino-americanas, em que o Chile foi convidado, claro", afirmou Andrés Rebolledo, chefe do órgão de comércio do governo chileno, Direcon, em entrevista.

"Eles disseram que estavam buscando a possibilidade de mais fornecedores de alimentos", completou Rebolledo, sem especificar quais embaixadas estavam na reunião.

A proibição da Rússia representa uma oportunidade para as exportações de carnes e grãos do Brasil e uma chance menor para seus vizinhos latino-americanos.

"Uma das coisas que eles disseram à nossa embaixada é que nos dariam uma lista de produtos que viam como uma prioridade... O governo russo disse que nos entregaria (a lista) nos próximos dias", declarou Rebolledo.

O Chile, uma possível alternativa às frutas europeias, exportou 643 milhões de dólares de bens para a Rússia em 2013, principalmente alimentos processados​​, salmão e frutas, de acordo com dados do Direcon. No entanto, as variações sazonais --o hemisfério sul está no meio do inverno-- podem tornar essa substituição complicada, segundo exportadores de frutas.

(Reportagem de Anthony Esposito)