Dólar fecha em queda, após ultrapassar R$2,30 na máxima do dia

sexta-feira, 8 de agosto de 2014 19:02 BRT
 

Por Patrícia Duarte e Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda nesta sexta-feira, após ser cotado acima de 2,30 reais durante a manhã, quando investidores aproveitaram o clima de aversão ao risco no exterior para testar a tolerância do Banco Central à alta da divisa dos Estados Unidos.

O movimento de queda ganhou corpo à tarde, com exportadores valendo-se das cotações maiores para vender dólares e diante do clima mais ameno lá fora, após a Rússia informar que encerrou seus exercícios militares perto da fronteira com a Ucrânia.

A moeda norte-americana fechou em queda de 0,4 por cento, a 2,2868 reais na venda, após atingir a máxima de 2,3080 reais e ter subido quase 1 por cento na véspera. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro foi em torno de 1 bilhão de dólares.

"O que vimos também foi uma realização de lucros, com os exportadores vendendo (dólares) com a cotação a 2,30 reais", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, ressaltando que o mercado não consegue sustentar o dólar acima de 2,30 reais por conta das atuações do BC.

Há quase duas semanas o dólar tem sido negociado acima de 2,25 reais, deixando para trás o teto da banda informal de flutuação, entre 2,20 e 2,25 reais, que vigorou desde abril passado, com alguns breves períodos de exceção.

Para alguns especialistas, o intervalo de flutuação pode ter mudado de patamar, indo de 2,25 a 2,30 reais. Com o dólar agora nas máximas em quatro meses, cresceram as expectativas de que o BC possa aumentar suas intervenções para evitar o impacto da alta do câmbio sobre a inflação.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,16 por cento ante o real.

"Enquanto o BC não der sinal de que está presente (com mais intensidade), o mercado vai continuar testando", afirmou o operador de uma corretora internacional.   Continuação...