Preço da gasolina deve subir de 5,5% a 6% após eleições, diz fonte do governo

segunda-feira, 11 de agosto de 2014 19:45 BRT
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal deve elevar o preço da gasolina nas refinarias entre 5,5 e 6 por cento neste ano após as eleições de outubro, afirmou à Reuters nesta segunda-feira uma fonte do governo próxima ao núcleo do Executivo.

O cálculo do reajuste ainda é preliminar e servirá para dar algum alívio aos preços para a Petrobras, segundo a fonte. A estatal vem trabalhando com preços defasados se comparados com o mercado internacional, o que causa prejuízos na sua área de abastecimento.

A decisão pelo aumento agora leva em conta o arrefecimento que a inflação deve dar neste segundo semestre, a necessidade de fortalecer o caixa da companhia e a regra de elevação anual do preço dos combustíveis.

Na semana passada, em entrevista à Reuters, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia indicado que os preços da gasolina seriam elevados em 2014.

A última vez que houve reajuste nos preços da gasolina foi em novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4 por cento da gasolina e de 8 por cento no diesel nas refinarias. Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3 por cento.

"O aumento (deste ano) vai dar um colchão à Petrobras que, na eventualidade de disparada do preço do barril lá fora, não precisará fazer movimentos bruscos de preços no mercado interno. Da mesma forma que não precisará lidar com distorções de preços caso haja movimento de baixa da cotação internacional", disse a fonte.

Em julho, o preço da gasolina vendida pela Petrobras no Brasil ficou 14 por cento, em média, abaixo dos valores internacionais, segundo levantamento da GO Associados.

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