11 de Agosto de 2014 / às 23:44 / em 3 anos

Petrobras eleva produção e prevê salto na exportação de petróleo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras já está produzindo mais de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia no Brasil, um patamar não visto desde o início de 2012, reafirmou suas metas ambiciosas de extração em 2014 e previu nesta segunda-feira um salto nas exportações no segundo semestre.

Com a projeção de crescimento da produção de petróleo para este ano mantida em 7,5 por cento no ano no Brasil, a empresa prevê exportar 250 mil barris de petróleo por dia (bpd) na segunda metade do ano, alta de 51 por cento frente ao primeiro semestre.

"O crescimento da produção vai nos levar a exportar mais óleo, vai levar a disponibilizar mais gás ao mercado interno", afirmou o diretor financeiro da petroleira, Almir Barbassa, em conferência para comentar os resultados do segundo trimestre.

Durante a apresentação, a Petrobras estimou ainda um crescimento de 20 por cento na oferta de gás natural produzido no Brasil no segundo semestre, para 48 milhões de metros cúbicos ao dia, na comparação com o primeiro semestre.

Barbassa disse ainda que o aumento da oferta de gás natural deverá propiciar uma redução das importações de GNL.

"Isso representa ganhos significativos para o resultado da empresa", destacou Barbassa, acrescentando que a empresa está complementando o consumo doméstico com a importação de GNL.

Na sexta-feira, a Petrobras informou aumento na produção de petróleo no Brasil de 8,6 por cento em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 2,049 milhões de barris por dia, e reafirmou a sua meta de aumento da extração nacional no ano em 7,5 por cento, com variação de 1 ponto percentual para cima ou para baixo.

Nesta segunda-feira, o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli, afirmou que a produção no acumulado de agosto até sábado já tem média superior a julho, de 2,103 milhões de barris por dia, um nível não visto desde janeiro de 2012.

Os planos da empresa também preveem crescimento da produção de combustíveis no país, de 4 por cento no segundo semestre frente ao volume produzido no primeiro semestre, para 2,24 milhões de barris por dia.

"A conferência da Petrobras confirmou a nossa visão de que 2015 provavelmente será um ano melhor em termos de desempenho operacional, refletindo o esforço de gestão para crescer a produção, aumentar o refino e reduzir custos", disse relatório do Itaú BBA desta segunda-feira.

Mas o banco observou que é preciso um reajuste de preços.

"O esforço da administração, no entanto, pode não ser suficiente se os preços do diesel e da gasolina permanecem inalterados e se o real se desvalorizar", ponderou.

A companhia reportou lucro líquido de 4,959 bilhões de reais entre abril e junho, queda de 20 por cento na comparação com o mesmo período do ano anterior, com forte aumento das despesas e menores ganhos com desinvestimentos. As projeções apuradas pela Reuters apontavam lucro de 7,04 bilhões de reais.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 4,3 por cento, enquanto o Ibovespa subiu 1,8 por cento.

ESFORÇO PARA ATINGIR METAS

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que não há uma data específica para a empresa reajustar os preços dos combustíveis, como o diesel e a gasolina.

Mas reafirmou que a companhia trabalha com expectativa de um alinhamento das cotações, na comparação com os valores externos, para reduzir os índices de endividamento.

"O nosso desempenho operacional, aliado com o objetivo de alinhar os preços aos preços internacionais, isso nos dá a certeza de atingir a nossa meta", afirmou ele.

A Petrobras tem como meta reduzir sua relação dívida líquida/Ebitda para menos de 2,5 vezes e de contar com uma alavancagem menor que 35 por cento no fim de 2015 --as metas ao fim do segundo trimestre ficaram bem acima dos níveis desejados, em 3,94 vezes e em 40 por cento, respectivamente.

A defasagem de preços é um dos fatores mais prejudiciais aos resultados da companhia, especialmente para a área de Abastecimento, que registra seguidos prejuízos.

Isso porque a empresa vende combustíveis no mercado interno por preços inferiores aos praticados no exterior, num momento em que importa mais do que exporta petróleo e combustíveis.

Com reportagem adicional de Jeb Blount

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