12 de Agosto de 2014 / às 21:39 / em 3 anos

Petrobras sofre com realização de lucros e leva Bovespa a fechar em queda

SÃO PAULO (Reuters) - O movimento de realização de lucro com ações da Petrobras, que tiveram forte alta na véspera, determinou o rumo negativo do Ibovespa nesta terça-feira, apesar dos ganhos de empresas que divulgaram seus resultados, como a CCR e BB Seguridade, terem evitado uma queda maior da bolsa brasileira.

A fraqueza dos pregões em Nova York corroborou alguma volatilidade nas operações locais, enquanto muitos agentes também já miravam os vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, ambos na quarta-feira.

O Ibovespa terminou em baixa de 0,3 por cento, a 56.442 pontos. O giro financeiro do pregão somou 4,84 bilhões de reais.

“Há duas coisas ditando o movimento da bolsa: o calendário eleitoral e a safra de balanços, com desdobramento eleitoral gerando apreensão pela direção que o fluxo de capital pode tomar, enquanto os resultados provocam agitação no ativo específico”, disse o gestor na NP Investimentos Julio Erse.

Ele destacou, contudo, que o volume nesta sessão, assim como no pregão anterior, foi baixo, o que pode ser considerado normal para a época do ano, pois muitos agentes estão ausentes pelo calendário de férias no hemisfério norte. O volume médio diário da bolsa nesta ano é de 6,5 bilhões de reais.

Entre os ativos que mais têm sentido influência da dinâmica eleitoral está a Petrobras, que também se viu recentemente envolvida em intenso noticiário, que gerou motivos para especulação com seus papéis.

No espaço de uma semana, a “pauta” da estatal incluiu o balanço do segundo trimestre, dados de produção até o início de agosto, comentários de várias autoridades governamentais - algumas sob a condição de anonimato - acerca do futuro dos preços dos combustíveis e pesquisa sobre a corrida presidencial.

As ações preferenciais da empresa fecharam em queda de 2,33 por cento, a 19,67 reais, depois de terem subido 4,3 por cento na véspera, enquanto as ordinárias declinaram 1,65 por cento, a 18,46 reais, após alta de 3,47 por cento na segunda-feira. Os dois papéis exerceram a principal influência para a queda do Ibovespa.

O quadro externo também contribuiu com a fraqueza na Bovespa, após um dado fraco sobre a confiança de investidores na Alemanha e novos desdobramentos da crise na Ucrânia adicionarem cautela.

BALANÇOS

Da temporada de balanços, o destaque ficou com as ações da CCR <CCRO3.SA, que tiveram a maior alta percentual do Ibovespa, de 3,3 por cento, após ter divulgado seu resultado trimestral e ganho liminar autorizando reajuste de pedágio em duas de suas concessionárias de rodovidas de acordo com os termos contratuais.

Os papéis de BB Seguridade também reagiram positivamente ao desempenho do segundo trimestre, que mostrou elevação de 53,6 por cento no lucro, acima do esperado pelo mercado.

Hypermarcas também chamou a atenção na ponta positiva, com alta de 1,37 por cento, a 18,45 reais. O Goldman Sachs elevou o preço-alvo da ação de 21,70 para 22,10 reais, após revisar estimativas para a empresa. Ainda no setor de consumo, Natura valorizou-se 2,22 por cento.

As ações da Eletropaulo, por sua vez, caíram 1,53 por cento, a 10,29 reais. A Aneel recusou, depois do fechamento do mercado nesta terça-feira, novo recurso da distribuidora de energia da região metropolitana de São Paulo contra a determinação anterior para que devolva cerca de 626 milhões de reais a seus consumidores.

As ações da Companhia Siderúrgica Nacional também foram destaque de queda, com recuo de 3,35 por cento, após o Goldman Sachs reduzir o preço-alvo para 7 reais ante 7,9 reais. Em evento sobre o setor em São Paulo, presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, disse que reduções de preços podem ser possíveis num ambiente como o de fraqueza atual da economia do país, mas ponderou que “elas atingiram um limite”.

Entre as ações que não fazem parte do Ibovespa, Cteep fechou com alta de 5,81 por cento, a 30,42 reais. A transmissora de energia informou que o laudo de avaliação dos ativos não amortizados ou depreciados existentes em maio de 2000, para o recebimento da indenização prevista pela lei de conversão da Medida Provisória 579, apontou valor base da indenização de 5,186 bilhões de reais.

As ações da varejista Restoque dispararam mais de 10 por cento, fechando a 9,12 reais. Profissionais no mercado não souberam explicar a razão da alta, mas na semana passada ações de outras varejistas registraram fortes altas em meio a rumores de consolidação no setor.

Os papéis da fabricante de ônibus Marcopolo recuaram 0,26 por cento, a 3,83 reais, após a empresa divulgar queda 32,3 por cento no lucro do segundo trimestre e cortar projeções para 2014. BTG Pactual e Credit Suisse cortaram o preço-alvo da ação.

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