Banco do Brasil tem lucro acima do esperado no 2o trimestre

quinta-feira, 14 de agosto de 2014 08:31 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre com resultado acima do esperado pelo mercado, apesar de aumento da taxa da inadimplência e de provisões para perdas com calotes. O maior banco do país em ativos também alterou algumas projeções para 2014.

O banco teve lucro líquido contábil de 2,829 bilhões de reais, um recuo sobre os 7,472 bilhões registrados no segundo trimestre do ano passado, quando o resultado foi catapultado pela bilionária oferta pública inicial de ações (IPO) da BB Seguridade.

Porém, em termos recorrentes, o lucro líquido do BB teve alta anual de 14 por cento, a 3,002 bilhões de reais, ficando acima da previsão média de analistas consultados pela Reuters, de 2,579 bilhões.

A instituição terminou o trimestre passado com índice de inadimplência em operações vencidas há mais de 90 dias de 1,99 por cento, acima dos 1,97 por cento dos três primeiros meses de 2014 e dos 1,87 por cento vistos um ano antes. O indicador futuro de calotes, que mede operações vencidas há mais de 60 dias, também subiu na comparação anual, passando de 2,20 para 2,37 por cento.

A carteira de crédito ampliada fechou junho a 718,754 bilhões de reais, subindo 12,5 por cento em 12 meses e 2,8 por cento sobre março. A carteira no Brasil somou 665,553 bilhões de reais, crescimento anual de 13,8 por cento. A previsão do BB para 2014 é de crescimento de 14 a 18 por cento, estimativa que foi mantida pela instituição após o resultado do segundo trimestre.

Porém, o BB reviu sua projeção para o comportamento da margem financeira bruta de 2014, que foi elevada de alta de 3 a 7 por cento para 5 a 9 por cento, após ter fechado o primeiro semestre com crescimento anual de 7,2 por cento.

O banco também melhorou a projeção para a rentabilidade sobre patrimônio líquido (RSPL) ajustado este ano, de 12 a 15 por cento para 14 a 17 por cento. No segundo trimestre, esta linha terminou em 17,1 por cento, acima dos 16,4 por cento registrados um ano antes.

Mas a estimativa para as rendas com tarifas foi reduzida, de crescimento de 9 a 12 por cento este ano para expansão de 6 a 9 por cento, diante de "estratégia de fidelização no relacionamento com clientes e redução das operações de mercado de capitais", afirmou o BB no balanço.

No trimestre passado, as receitas com tarifas avançaram 4,2 por cento ante igual trimestre de 2013, para 6,169 bilhões de reais. As despesas com pessoal subiram 6,4 por cento e outros gastos administrativos subiram 7,7 por cento. No período, o Banco do Brasil reduziu seu quadro de funcionários em 2,17 mil, para 111.547 trabalhadores.   Continuação...