GM investirá R$6,5 bi no Brasil nos próximos cinco anos, diz CEO

quinta-feira, 14 de agosto de 2014 16:09 BRT
 

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - A General Motors anunciou nesta quinta-feira investimentos de 6,5 bilhões de reais no Brasil nos próximos cinco anos, apesar do cenário de queda nas vendas no mercado e recuo na exportações do setor.

O anúncio foi feito pela presidente mundial da montadora norte-americana, Mary Teresa Barra, que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, nesta quinta-feira.

Os recursos serão destinados a novos produtos, melhorias de veículos atuais, tecnologia e manutenção de fábricas no país, entre outros, e serão aplicados entre 2014 e 2018, disse a executiva após o encontro com Dilma.

"Este investimento permitirá à marca Chevrolet continuar a renovação de sua linha de automóveis com foco em tecnologia e qualidade. Outro grande propósito deste aporte é o de elevar o percentual de nacionalização dos componentes dos carros feitos no Brasil, numa ação que envolverá também fornecedores instalados no país”, disse em comunicado o presidente da General Motors América do Sul, Jaime Ardila.

Segundo a companhia, com o novo aporte, a General Motors investirá mais de 1 bilhão de reais por ano, em média, por uma década no Brasil. O pacote de investimentos da montadora no país nos cinco anos anteriores foi de 5,7 bilhões de reais.

A aprovação do investimento ocorre em um momento de forte retração das vendas no mercado interno e nas exportações, além de um aumento da rivalidade com marcas menos tradicionais no país, como a sul-coreana Hyundai. De janeiro a julho, as vendas de carros no Brasil recuaram 8,3 por cento e as exportações mostram tombo de 36,4 por cento na comparação com o mesmo período de 2013.

A GM encerrou julho em segundo lugar entre as montadores instaladas no país, com participação acumulada este ano no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves de 17,69 por cento, equivalente a vendas de 329.378 unidades. Um ano antes, quando ocupava a terceira posição, a empresa tinha fatia no segmento de 18,07 por cento, equivalente na época a licenciamentos de 367.065 unidades.

(Reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr. em São Paulo,)