QGEP diz que Campo de Manati deve voltar a ter declínio de produção em 2017

quinta-feira, 14 de agosto de 2014 16:51 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um dos maiores produtores de gás do país, o campo de Manati, na Bacia do Camamu, voltará a apresentar declínio a partir de 2017, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP3.SA: Cotações), Lincoln Guardado.

Atualmente, a empresa trabalha na construção de uma estação de compressão para evitar o declínio natural do campo, que deve entrar em operação no segundo semestre de 2015.

A expectativa é de que a produção média atinja 5,8 milhões m3/dia neste ano, subindo para 6 milhões m3/dia a partir do fim de 2015, antes de declinar novamente em 2017.

"A partir de 2017, nós vamos estabelecer um novo patamar de produção", disse Guardado, que participou de conferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, divulgados na véspera. "Não vai ser mais 6 milhões, vai ser um patamar menor, que pode ser 5 milhões ou 4 milhões (de m3/dia)", explicou.

A QGEP é a sócia majoritária de Manati, com 45 por cento, mas a operação é da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), com 35 por cento.

INVESTIMENTOS

Guardado explicou ainda que a empresa planeja investimentos de 125 milhões de dólares em 2014, dos quais 66 milhões de dólares foram investidos na primeira metade do ano.

Mais de 95 por cento do montante previsto será direcionado ao desenvolvimento do campo BS-4, na Bacia de Santos, onde estão os campos de Atlanta e Oliva, grandes apostas da empresa.   Continuação...