JBS vê melhora em bovinos nos EUA apesar da restrição de oferta de gado

sexta-feira, 15 de agosto de 2014 13:06 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A JBS, maior processadora de carnes do mundo, prevê melhora significativa em sua divisão de bovinos nos Estados Unidos, apesar das dificuldades que levaram ao fechamento de unidades de abate de empresas concorrentes em meio à redução do rebanho no país.

"Esta redução claramente traz um cenário de equilíbrio entre oferta e capacidade instalada... Teremos um terceiro trimestre nesta divisão de bovinos bem superior ao segundo trimestre, em termos de margens e rentabilidade", disse o presidente da JBS, Wesley Batista, em conferência com analistas para comentar os resultados do segundo trimestre.

Segundo ele, esta perspectiva é resultado de uma disciplina de controle de custos da companhia, que procurou se ajustar ao cenário de oferta apertada de animais. Além disso, ele disse que há uma boa demanda do mercado internacional.

Desde o ano passado, a menor disponibilidade de animais nos Estados Unidos, com o rebanho no menor nível em mais de 60 anos, tem feito empresas fecharem unidades de abate, que dificilmente poderão ser reabertas, na avaliação de Batista.

Ele estimou uma redução na capacidade instalada de abate entre 8 mil a 10 mil cabeças por dia nos Estados Unidos, por causa dos fechamentos de abatedouros no país desde o ano passado, incluindo unidades da Cargill, National Beef, America Foods Group, entre outros.

O executivo não mencionou fechamento de unidades da JBS USA, que responde por grande parte do faturamento da companhia.

"Não acreditamos que é viável o retorno da operação destas plantas. Por vários fatores, reconstituir a força de trabalho nos EUA é impeditivo e deixar esta unidades eficientes de novo tem custo elevado", disse Batista.

A JBS teve um lucro 25 por cento menor no segundo trimestre, de 254,3 milhões de reais, impactado por um resultado financeiro negativo.

A unidade de bovinos da JBS USA registrou lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês), importante indicador operacional, de 108,6 milhões de dólares, com margem de 2 por cento, revertendo os resultados negativos do trimestre anterior.

(Por Fabíola Gomes)