Kepler Weber crê em manutenção de plano de armazenagem em novo governo

segunda-feira, 18 de agosto de 2014 13:57 BRT
 

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A Kepler Weber, empresa líder no mercado de armazéns de grãos do Brasil, avalia que qualquer que seja o novo governo e, mesmo na hipótese de um aperto monetário no país, o programa que tem impulsionado as vendas do setor não deve mudar após as eleições de 2014.

O Plano para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com juros reais negativos, representa um custo baixo para os cofres públicos perto dos benefícios que traz para o agronegócio brasileiro, que ainda enfrenta um déficit de armazenagem acumulado ao longo de anos, segundo um executivo da Kepler Weber.

O programa, anunciado para a safra 2013/14 para financiar 5 bilhões de reais por safra, ao longo de cinco anos, tem sido importante fator nos ganhos da Kepler Weber, que fechou o último semestre com lucro líquido de 48,8 milhões de reais, alta de 182 por cento ante o mesmo período do ano passado.

"Esse plano impulsionou as vendas e a demanda por armazéns... E os custos para os cofres públicos são administráveis se houver uma aperto monetário, então acho que tem argumentos muito fortes para manter esta linha de crédito", afirmou o diretor vice-presidente e de Relações com Investidores da Kepler Weber, Olivier Colas, em entrevista à Reuters.

A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta se a empresa temia a descontinuidade do programa, com um novo governo.

Ele observou ainda que os principais candidatos à Presidência da República estão comprometidos com investimentos pesados em armazenagem, considerando a importância do agronegócio para a economia e a balança comercial do Brasil.

O déficit na capacidade de silos para grãos no Brasil é da ordem de 45 milhões de toneladas, disse Colas.

O Brasil tem uma safra anual de aproximadamente 200 milhões de toneladas, enquanto o governo aponta uma capacidade de estocagem de 145 milhões de toneladas no país, segundo o executivo.   Continuação...