Wall Street fecha em alta com ajuda da Apple e Home Depot

terça-feira, 19 de agosto de 2014 18:54 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - As ações norte-americanas fecharam em alta pelo segundo pregão seguido nesta terça-feira, com fortes dados da construção civil e bons resultados da Home Depot, que faz parte do índice Dow Jones, ofuscando as preocupações com o conflito na Ucrânia.

Com os ganhos do dia, o S&P 500 encerrou a 10 pontos de seu maior nível intradia de 1.991 pontos alcançado em 24 de julho. O Nasdaq ampliou os ganhos da segunda-feira e fechou novamente no maior patamar em 14 anos.

O índice Dow Jones subiu 0,48 por cento, para 16.919 pontos. O S&P 500 subiu 0,50 por cento, para 1.981 pontos. O Nasdaq Composite subiu 0,43 por cento, para 4.527 pontos, maior patamar desde 31 de março de 2000.

As ações da Apple ficaram entre as mais negociadas no dia, depois que o papel atingiu 100 dólares pela primeira vez desde o desdobramento em junho. As ações subiram 1,4 por cento, para 100,53 dólares. A alta da Apple foi a que mais contribuiu para os ganhos do S&P 500 e do Nasdaq Composite no pregão desta terça-feira.

As ações de setores ligados ao consumo lideraram as altas do S&P 500, com uma série de balanços positivos impulsionando os papéis das principais varejistas. A Home Depot subiu 5,6 por cento, sua maior alta diária desde maio de 2009, para fechar em nível recorde de 88,23 dólares. A alta ocorreu depois que a maior varejista de artigos para casa e construção divulgou resultados acima das expectativas de Wall Street.

As ações da Lowe's Cos, concorrente da Home Depot, subiram 2,1 por cento, para 51,52 dólares.

Dados positivos no front econômico também deram impulso ao mercado, e o índice do setor de construção PHLX subiu 1,7 por cento. A construção de casas teve sua maior retomada em oito meses em julho, superando as expectativas e adicionando mais dados para indicar que o otimismo está voltando ao setor.

Isso ajudou os investidores a ganhar confiança frente à continuidade das tensões na fronteira entre Rússia e Ucrânia, que pressionam os mercados há semanas.

(Por Akane Otani)