Economistas elevam projeções de inflação e voltam a ver Selic a 12% em 2015

segunda-feira, 25 de agosto de 2014 14:07 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras voltaram a ver que a Selic encerrará 2015 a 12 por cento, ao mesmo tempo em que passaram a projetar maior alta dos preços neste ano e no próximo e crescimento econômico ainda mais fraco em 2014.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, até então a projeção era de que a taxa básica de juros encerrasse o ano que vem a 11,75 por cento. As contas para o final deste ano, no entanto, não mudaram, indicando que a Selic ficará estável em 11 por cento.

Para os economistas consultados, o início do ciclo de aperto monetário será em março que vem, com alta de 0,50 ponto percentual, sem alteração sobre a pesquisa anterior.

O Focus mostrou ainda que a expectativa é de mais inflação neste ano, mas ainda sem arrefecer em 2015. A estimativa para o IPCA em 2014 passou a 6,27 por cento, 0,02 ponto percentual a mais do que o levantamento anterior e interrompendo cinco semanas seguidas de queda nas contas. Para 2015, as estimativas subiram a 6,28 por cento, contra 6,25 por cento.

Para os preços administrados, que vêm sendo um dos principais vilões da inflação neste ano e devem continuar em 2015, as projeções de inflação subiram em 0,05 ponto percentual para este ano, a 5,10 por cento, e continuaram em 7,0 por cento para 2015.

O aumento das tarifas de energia elétrica já pressiona a inflação, principal impacto de alta no IPCA-15 de agosto. Embora tenha desacelarado a 0,14 por cento na base mensal, em 12 meses o índice permaneceu muito próximo do teto da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Para os próximos 12 meses, o Focus mostrou que o mercado elevou em 0,03 ponto percentual a previsão do IPCA, a 6,24 por cento.

O Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeção, calcula que o IPCA ficará em 6,27 por cento em 2014, contra 6,32 por cento, e fechará 2015 em 6,48 por cento, inalterado ante o levantamento anterior.

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Homem passa pela logomarca do Banco Central na sede do banco, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino