Gestores de fundos buscam lugar para ações do Alibaba em portfólios

terça-feira, 26 de agosto de 2014 09:04 BRT
 

SAN FRANCISCO/NOVA YORK (Reuters) - Investidores estão analisando criticamente seus portfólios de ações para abrir espaço para a estreia no mercado da gigante do comércio eletrônico chinês Alibaba Group Holdings no mês que vem - e isso significa que alguns papéis menos atrativos em poder de fundos podem ser abandonados.

A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), que pode chegar a 16 bilhões de dólares e se tornar o maior IPO de uma companhia de tecnologia, pode ocorrer a partir do mês que vem, após a administração do Alibaba iniciar uma divulgação de duas semanas para investidores.

À medida que investidores voltam um olhar crítico para seus portfólios, um verdadeiro movimento de venda de garagem de ações que não estão impressionando Wall Street pode ocorrer, e os papéis da rival norte-americana Amazon.com podem ser um alvo, afirmaram gestores de fundos.

"Qualquer ação de uma companhia que não atendeu às expectativas ou fez uma previsão otimista está provavelmente sendo considerada uma candidata à venda para abrir espaço para uma empresa como essa", disse Jim O'Donnell, vice-presidente de investimentos da Forward Securities, que tem 5 bilhões de dólares em ativos sob gestão.

"Não haverá uma venda de atacado de portfólios, mas imagino que a Amazon está sendo avaliada", acrescentou.

Rivais chinesas como Baidu e Tencent Holdings também podem sofrer pressão caso gestores de fundos vejam o Alibaba, que está por trás de 80 por cento do comércio eletrônico na China, como um caminho melhor para tirar proveito do crescimento da segunda maior economia global.

A divulgação para venda no mês que vem deve atrair o interesse de uma grande variedade de fundos, incluindo os focados em mercados emergentes e tecnologia. O Alibaba pode angariar um valor de mercado de 200 bilhões de dólares ou mais quando se tornar publicamente negociado, dizem analistas, o que o tornaria uma das 20 maiores companhias listadas nos mercados dos Estados Unidos.

(Por Deepa Seetharaman e Ryan Vlastelica)